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Após a prisão de Temer, seu filho mais novo, Michelzinho, é atacado nas redes sociais

Filho do ex-presidente também recebeu apoio em seu canal. (Foto: Beto Barata/PR)

Após a prisão do ex-presidente Michel Temer, na quinta-feira (21), uma pessoa passou a ser “alvo colateral” das críticas dirigidas ao político: seu filho mais novo, conhecido como Michelzinho, de 9 anos. Entretanto, esses ataques também geraram uma reação: muitas pessoas passaram, então, a defender o menino e dizer que ele não tem relação com os supostos crimes do pai.

Logo nas primeiras horas depois da prisão, diversos comentários irônicos foram feitos no vídeo mais recente do canal de Michelzinho no YouTube, publicado no dia 10 de março. “Faz um vídeo do pai na prisão mostrando seu dia dia”, escreveu uma pessoa. “Kakakakak fiquei sabendo que o vampirão foi preso”, disse outro usuário, referindo-se a um “apelido” de Temer nas redes sociais. Outras postagens semelhantes foram feitas, como “e o seu pai, tá meio preso esses dias, não?”, “Manda abraço para o papai na CADEIA” e “se despediu do pai pelo menos? Espero que sim rs”.

Rapidamente, no entanto, surgiram as manifestações de apoio, que superaram os ataques. “Quanta gente sem noção nos comentários. Vir no canal de uma criança pra atacar o pai dele. Aprendam a separar as coisas”, disse uma pessoa. “Você não é seu pai, provavelmente uma pessoa muito melhor. Fica com Deus”, escreveu outra. “Os caras vem até o canal do carinha pra perturbar ele, gente sem compreensão”, criticou um usuário.

Enquanto Temer estava na Presidência da República, Michelzinho publicou vários vídeos mostrando sua rotina no Palácio do Jaburu. Os que mais fizeram sucesso foram um em que ele conta 20 fatos sobre si mesmo (com 22 mil visualizações) e um em que ele dá sustos em funcionários do Jaburu com uma cobra de mentira (17 mil visualizações). Recentemente, ele passou a fazer transmissões ao vivo de jogos on-line.

Prisão

O ex-presidente Michel Temer foi preso em São Paulo na manhã de quinta (21) pela força-tarefa da Operação Lava-Jato do Rio de Janeiro. Os agentes também prenderam o ex-ministro Moreira Franco no Rio e o coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer. A PF (Polícia Federal) cumpriu, ao todo, 10 mandados de prisão.

Temer falou por telefone ao jornalista Kennedy Alencar, da CBN, no momento em que estava sendo cumprida a prisão. O ex-presidente afirmou que ela “é uma barbaridade”. A defesa diz que nada foi provado contra Temer e que a prisão “constitui mais um, e um dos mais graves, atentados ao Estado democrático de Direito no Brasil”. Os advogados entraram com pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que deverá ser julgado na próxima quarta-feira (27).

Temer foi abordado por policiais federais na rua, em São Paulo. Desde quarta-feira (20), a PF tentava rastrear e confirmar a localização de Temer, sem ter sucesso. Por isso, a operação prevista para as primeiras horas da manhã de quinta atrasou. Agentes estavam na porta da casa de Temer e, ao perceberem a saída de um carro do local, o seguiram e realizaram a prisão.

Ele foi levado para o Aeroporto de Guarulhos, onde embarcou em um avião da Polícia Federal em voo rumo ao Rio de Janeiro. Michel Temer está preso em uma sala de Estado Maior, na superintendência da PF. A prisão de Temer é preventiva, ou seja, sem prazo determinado.

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