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Após problema com tela dobrável, Samsung pode cancelar seu novo celular. Empresa já havia adiado lançamento

O smartphone com tela dobrável Galaxy Fold. (Foto: Reprodução)

A Samsung informou nesta terça-feira (7), que ainda não pode confirmar uma data de envio aos clientes do smartphone com tela dobrável Galaxy Fold e pediu desculpas pelo atraso aos consumidores que se credenciaram na pré-venda do aparelho, que custa US$ 2 mil nos Estados Unidos.

A Samsung atrasou as vendas globais do telefone depois que jornalistas encontraram problemas na tela de aparelhos que receberam para testes.

“Se não recebermos notícias de vocês e não tivermos enviado até 31 de maio, seu pedido será cancelado automaticamente”, informou a gigante de tecnologia sul-coreana a clientes que encomendaram o Fold. No final de abril, a empresa já havia anunciado que adiaria o lançamento do aparelho nos EUA e na China.

Entenda o caso

O entusiasmo com o anúncio do primeiro smartphone dobrável de uma grande fabricante acabou rápido: jornalistas que testaram o aparelho se depararam com problemas na tela dobrável e os relatos se espalharam pela internet. O Galaxy Fold do editor do site The Verge, Dieter Bohn, durou apenas um dia – logo começaram a aparecer bolhas na tela do aparelho.

Em resposta às reclamações, a Samsung afirmou que iria analisar os celulares dos jornalistas em questão. Além disso, a empresa reforçou que a camada protetora da tela do celular não pode ser removida, e disse que garantiria que essa informação chegaria aos clientes. Porém, desde então, as notícias de adiamentos foram se acumulando e agora o futuro do próprio aparelho é incerto.

Menor lucro em três anos

A Samsung divulgou, no final do mês de abril, que no primeiro trimestre de 2019 teve seu menor lucro trimestral desde 2016: entre janeiro e março deste ano, a companhia ganhou US$ 5,4 bilhões. O desempenho da empresa foi afetado por menor demanda de chips de memória e baixas vendas de smartphones.

O negócio de semicondutores da empresa teve queda de 64% nos lucros, enquanto a divisão de celulares viu o lucro cair 40% – ambos na comparação ano a ano. A receita da empresa, por sua vez, caiu 13,5% no período.

No entanto, a empresa prevê que poderá ter bons resultados no próximo trimestre. Para isso, a empresa aposta na alta da demanda por chips de memória até o final do ano, especialmente na área de servidores de dados. Também previa o crescimento das vendas de celulares, puxadas pelo Galaxy Fold, ainda sem data prevista para ir às lojas.

O celular de tela dobrável, cujo custo estimado é de quase US$ 2 mil, deveria ter chegado ao mercado dos EUA no dia 26 de abril, mas teve o lançamento adiado após jornalistas e influenciadores encontrarem defeitos na tela do aparelho em testes.

No relatório financeiro apresentado, a empresa disse que o adiamento não mudou sua postura face a celulares de tela dobrável. “A Samsung tem preparado o Galaxy Fold por um longo período e não há mudanças na nossa meta de prover experiências premium a consumidores que buscam inovação”, disse na ocasião Lee Jong-min, vice presidente do negócio de dispositivos móveis da Samsung.