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Após reclamação do deputado eleito Alexandre Frota, o futuro ministro do Turismo afastou um servidor da equipe de transição

Ex-ator tem se envolvido em polêmicas internas no PSL. (Foto: Agência Brasil)

A troca de farpas entre o deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL-SP) e o futuro ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio (PSL-MG), causou mais uma baixa na equipe do futuro governo de Jair Bolsonaro. Recentemente, em suas redes sociais, o ex-ator havia reclamado contra a presença de um “infiltrado do PSOL” no grupo de transição.

O sujeito em questão é o servidor de carreira Italo Mendes, que concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados na eleição deste ano, por Minas Gerais, mas não se elegeu. Na sexta-feira, o futuro titular do Turismo foi ao grupo de mensagens do PSL no WhatsApp para negar ter sido responsável pela nomeação e garantiu que só o conheceu na semana passada. “Indicado pelo atual governo para a transição. ESTÁ FORA!!!”, escreveu Marcelo Antonio, confirmando o afastamento.

Acusações

Na semana passada, Fontes ligadas ao futuro governo revelam que durou menos de 48 horas a trégua estabelecida entre parlamentares eleitos do PSL depois que Jair Bolsonaro mandou que parassem de brigar em público. E se antes os principais protagonistas do bate-boca eram Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann, agora a “roupa suja” tem sido lavada em público por Alexandre Frota.

O ex-ator acusou o futuro ministro do Turismo de abrigar um lobista da indústria de medicamentos na equipe de transição do novo governo. Em contrapartida, Marcelo Álvaro Antônio o chamou de “desleal” em um grupo de mensagens da bancada no WhatsApp e cobrado a dar explicações.

Em tréplica ao correligionário, Frota disse foi às redes sociais para dizer que só deve lealdade “ao povo e a Jair Bolsonaro”. Na postagem, frisou: “Quem é leal primeiro aos amigos pode acabar se envolvendo, ainda que sem conhecimento, em situações embaraçosas com um simples aperto de mão”.

Ataques

Frota começou os ataques ao colaborador de Marcelo Antônio na quinta-feira, um dia após Bolsonaro pedir moderação aos seus aliados e subordinados. “Nada mais desleal com um colega do que tratar questões tão sérias como essa via redes sociais sem antes consultar ou apurar a veracidade dos fatos”, reagiu o mineiro.

Cotado para um cargo no Turismo, Saulo Meira Serra trabalhou no Ministério da Saúde quando o MDB controlava a pasta, no governo de Dilma Rousseff (2011-2016). Após cobrar provas de Frota, Marcelo Antônio disse na sexta-feira que o assessor seria afastado para que eventuais suspeitas fossem averiguadas.

Bolsonaro

Ao avaliar os resultados das conversas que Bolsonaro teve com nove bancadas nesta semana, caciques partidários afirmaram que o presidente eleito tem boas intenções mas ainda não deixou claro quem serão os operadores que o ajudarão a organizar o jogo político no Congresso Nacional.

Para esses dirigentes, os encontros deixaram claro que o PSL não tem quadros capacitados para a tarefa, o que obrigará o presidente a optar por membros de outros partidos para liderar seus aliados no Legislativo.

O futuro ministro da Casa Civil, deputado reeleito Onyx Lorenzoni (DEM-RS), disse a parlamentares que a movimentação de Joice Hasselmann (PSL-SP) como “articuladora” do governo eleito incomoda a equipe de Bolsonaro. Ele teria admitido, porém, que não sabe como impedi-la.