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Após reforma, quase 300 vagas foram reativadas em presídio estadual de Canoas

Galerias haviam sido incendiadas por detentos no ano passado. (Foto: Antônio Bavaresco/Ascom Seapen)

Em caráter oficial, a Seapen (Secretaria da Administração Penitenciária) e a Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários) do Rio Grande do Sul entregaram nesta semana 256 vagas do regime fechado em duas galerias da Pecan 2 (Penitenciária Estadual de Canoas – segunda unidade). As instalações estavam interditadas desde março do ano passado, após um incêndio provocado por presos.

Os presos já estão sendo transferidos para as galerias. As alas – “E” e “F” – foram repintadas e receberam novas redes hidráulicas e elétricas. A obra contou com um investimento de R$ 160 mil, do Poder Judiciário: as VECs (Varas de Execuções Criminais) de Cachoeirinha, Canoas, Gravataí e Alvorada disponibilizaram RS 25 mil cada uma e Vepma (Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas) contribuiu com R$ 60 mil.

Na cerimônia de reabertura das galerias, o titular da Susepe, Cesar da Veiga, ressaltou a importância da parceria do órgão com o Judiciário e chamou a atenção para a necessidade de se repensar novos modelos de gestão prisional. Ele mencionou o Complexo Prisional de Canoas como pioneiro na implantação de novas visões de gestões, que priorizam a integração da inclusão e segurança.

Também presente à cerimônia, o diretor do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), Fabiano Bordignon, anunciou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública pretende gerar 100 mil vagas em presídios do País nos próximos quatro anos. Disse, ainda, que é preciso não apenas gerar vagas no sistema carcerário, mas também promover ações de reintegração social para que o apenado tenha a oportunidade de voltar ao convívio social melhor do que quando passou para trás das grades.

“Ao mesmo tempo em que o Judiciário fiscaliza, o Executivo, neste caso, contribuiu para a reforma das galerias”, acrescentou o secretário da Administração Penitenciária, Cesar Faccioli, ao ingressar com as demais autoridades nos espaços reformados. “Esta união das instituições reforça a missão de custodiar o apenado de forma digna. O Complexo de Canoas nasceu com o protocolo de promover a inclusão social.”

Participaram do ato o diretor da Pecan 2, Loivo Calistrato, o diretor do Sistema Penitenciário Federal, Marcelo Stona, a desembargadora e corregedora-geral do TJ (Tribunal de Justiça) Denise de Oliveira César, os promotores Gislaine Luckmann e Alexander Thomé, o juiz da Vepma Luciano Losekann, o delgado penitenciário da 9ª Região, Ben Hur Calderon, Alexandre Micol, do Departamento de Planejamento da Susepe, diretores do Complexo de Canoas, agentes administrativos, operacionais, técnicos penitenciários, integrantes do Consepro (Conselho Pró-Segurança Pública), representantes da comunidade e oficiais da Brigada Militar.

(Marcello Campos)