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Após três décadas, a American Airlines suspende os voos para a Venezuela

A companhia aérea prometeu restaurar o serviço quando as condições do país estiverem melhores. (Foto: Divulgação)

A companhia aérea American Airlines anunciou na quinta-feira (28) a suspensão por tempo indeterminado de seus voos para a Venezuela em meio à grave crise que o país atravessa, mas prometeu restaurar o serviço quando as condições estiverem melhores. As informações são das agências de notícias AFP e Efe.

A empresa se soma a uma lista cada vez maior de companhias aéreas que interromperam os voos ao país. As americanas United Airlines e Delta e a colombiana Avianca suspenderam as atividades em 2017; a alemã Lufthansa e a americana Dynamic, em 2016; e Air Canada, Aeroméxico, Alitalia, Tiara e Gol, entre 2014 e 2015. A maioria das que continuam proíbe que suas tripulações pernoitem na Venezuela.

“A American Airlines tomou a difícil decisão de suspender indefinidamente o serviço para a Venezuela”, disse a empresa, que em 15 de março anunciou o cancelamento dos serviços em face de preocupações com a segurança no país.

A companhia aérea, que tinha dois voos por semana para Caracas e um para Maracaibo, todos a partir de Miami, suspendeu o serviço depois que o sindicato dos pilotos recomendou aos seus membros que não voassem para a Venezuela.

O país está no nível mais alto da escala de alerta para avisos de viagem do Departamento de Estado, que recomenda “Não viajar”. Os Estados Unidos, que reconheceram o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino, retiraram todo o pessoal da embaixada e não está fornecendo serviço consular.

“A American está orgulhosa de nossos mais de 30 anos de serviço no país e estamos comprometidos a trabalhar em conjunto com nossos membros, líderes sindicais e outros atores importantes para restaurar os voos quando as condições forem corretas”, disse a empresa.

A companhia aérea informou que está trabalhando “para reduzir o impacto” em suas equipes e nos consumidores.

A Venezuela está politicamente dividida entre o governo de Nicolas Maduro e de Guaidó, presidente da Assembleia Nacional e reconhecido como presidente interino do país por 50 países. Está mergulhada em uma crise econômica sem precedentes com hiperinflação e escassez severa, além de registrar altos índices de violência.

Condições adequadas

Continuaremos supervisionando a situação e trabalhando também com os membros de nossa equipe, as lideranças sindicais e outras partes interessadas para reiniciar os serviços quando as condições forem adequadas”, disse a companhia aérea na nota.

Para a empresa, que atua na Venezuela há mais de 30 anos, a decisão foi difícil, não só pela longa história no país, mas pelos 70 funcionários que vivem e trabalham em Caracas e Maracaibo.

“Estamos trabalhando estreitamente com a equipe para auxiliá-los durante esse momento difícil e buscar outras oportunidades”, disse a empresa no comunicado.

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