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O mundo respira aliviado: o resgate dos meninos da caverna foi um sucesso

O grupo descobriu que estava preso apenas quando tentou sair da caverna. As crianças tatearam as paredes de rocha em busca de passagens. (Foto: Reprodução)

Após três dias de resgates, os 12 meninos e o técnico de um time de futebol foram retirados da caverna Tham Luang, no Norte da Tailândia, e passam bem. A operação desta terça-feira (10) foi a mais desafiadora porque chovia e o número de resgatados foi superior ao das missões anteriores. Oito crianças – em dois grupos de quatro – já haviam sido resgatadas desde o começo das operações, no domingo (08).

Após a retirada de todos os meninos e do técnico, prosseguiram os trabalhos para a retirada de um médico e de três fuzileiros navais que entraram na cavidade subterrânea para dar assistência ao grupo. Houve uma certa demora em transferir os meninos da entrada da caverna para o helicóptero.

O primeiro-ministro tailandês, Prayut Chan-o-chau, afirmou que os meninos receberam ansiolíticos antes de serem levados à superfície, segundo o The Guardian. As oito primeiras crianças trazidas para a superfície estão internadas no hospital da província de Chiang Rai, que fica a cerca de 70 quilômetros da caverna. Elas estão em quarentena para evitar alguma infecção, já que a saúde do grupo ficou fragilizada por um longo período de jejum forçado.

Operação delicada

A operação de resgate foi bastante complexa e perigosa: as galerias subterrâneas estavam completamente escuras e são de difícil acesso. O grupo precisou atravessar trechos inundados, muito estreitos e com um relevo bastante acidentado. Alguns dos meninos não sabem nadar. Todos precisaram aprender técnicas de mergulho às pressas.

Em princípio, o governo anunciou que os 12 meninos, de 11 a 16 anos, e o técnico, de 25 anos, seriam retirados em quatro grupos. O primeiro, com quatro crianças, e depois três grupos de três pessoas. Diante do sucesso do primeiro dia de operação, que aconteceu no domingo, quatro pessoas também foram retiradas na segunda.

Entre as operações, existiu pausas para que novos cilindros de oxigênio fossem colocados na cavidade subterrânea e para o descanso dos mergulhadores. Uma equipe de 90 mergulhadores foi mobilizada – 50 estrangeiros e 40 tailandeses.

No dia 23 de junho, o time de futebol Javalis Selvagens entrou na caverna após um treino e foi surpreendido pelas fortes chuvas, que provocaram a inundação das galerias subterrâneas. O grupo passou nove dias desaparecido até que dois mergulhadores britânicos o localizasse na segunda-feira (02). Abatidos, todos estavam sobre uma rocha a mais de 4 quilômetros da entrada da gruta.

Medo de tempestade

No início, as autoridades estudaram deixar o grupo dentro da caverna até o fim da estação chuvosa – o que significava que eles poderiam ficar presos por até quatro meses. Porém, o bombeamento constante de água para fora da cavidade e a interrupção das fortes chuvas contribuíram para que o nível da água baixasse, possibilitando o resgate.

A queda no nível de oxigênio na cavidade subterrânea e a elevação do dióxido de carbono também pressionaram as equipes a abreviar o resgate. As equipes começaram a esvaziar o entorno da caverna para a operação de resgate ainda no fim da noite de sábado (07). Os mais de 1.000 jornalistas que acompanhavam o resgate tiveram que se afastar da região.

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