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“Aproveitem ao máximo suas vidas”, disse o comandante dos mergulhadores aos meninos resgatados de uma caverna na Tailândia

Equipes de resgate durante operação em caverna de Tham Luang, na Tailândia. (Foto: Reprodução)

O comandante de uma equipe de mergulho da Marinha tailandesa que ajudou a resgatar um time de futebol de adolescentes de uma caverna inundada pediu, nesta quinta-feira (12), que os meninos “aproveitem ao máximo” suas vidas e que sejam uma força do bem. As informações são da agência de notícias Reuters.

As primeiras imagens dos meninos, de entre 11 e 16 anos, internados em um hospital na cidade de Chiang Rai, no norte da Tailândia, foram divulgadas na quarta-feira, com alguns usando máscaras e trajes hospitalares e fazendo sinais de paz para a câmera.

Autoridades de saúde disseram que os meninos devem passar ao menos uma semana hospitalizados e cerca de 30 dias se recuperando em casa, após mais de duas semanas presos dentro do complexo de cavernas de Tham Luang.

“Aproveitem ao máximo suas vidas. Sejam boas pessoas, sejam uma força do bem em seu país”, disse o contra-almirante Apakorn Yuukongkaew, comandante da unidade de elite da Marinha tailandesa, em mensagem aos meninos antes de embarcar em um avião deixando Chiang Rai.

Técnico

O técnico de futebol dos meninos tailandeses resgatados de uma caverna inundada da Tailândia nesta semana é um homem gentil e humilde que ama esportes e espera se tornar um cidadão tailandês, disseram um familiar e um amigo nesta quinta-feira.

Ekkapol Chantawong, ou Ek, como é conhecido, foi posto sob os holofotes por ser o único adulto do grupo de 13 pessoas que ficaram presas em uma caverna na província de Chiang Rai, no norte tailandês, no dia 23 de junho, durante um passeio.

Todos os 13 foram salvos durante um resgate dramático através de túneis inundados nesta semana.

Ek, de 25 anos, e os 12 garotos estão hospitalizados desde que foram resgatados, e não falou publicamente sobre a provação, nem sobre como o grupo ficou detido pelas águas após uma chuva sazonal intensa.

Ele mostrou remorso em uma nota enviada aos pais dos meninos que agentes de socorro retiraram da caverna, pedindo desculpas e prometendo tomar “o melhor cuidado possível” dos alunos.

“Ek é um homem gentil e humilde”, disse um de seus familiares, Charoenpol Rattanaweerachon, de 52 anos. “Ele ama esportes, ciclismo e futebol desde que era pequeno”.

“Ele é um menino do interior, por isso gosta da natureza”.

A atenção também se voltou para a situação de Ek na Tailândia.

Ele é membro da minoria Tai Lue, um de vários grupos cujos integrantes se movimentam durante gerações pela região através de fronteiras abertas em colinas remotas entre o sul da China, Mianmar e Laos e no interior da colcha de retalhos de comunidades étnicas do norte da Tailândia.

Muitas destas pessoas não têm cidadania tailandesa e são oficialmente apátridas.

Weenat Seesuk, autoridade do Ministério do Interior em Bancoc, disse que Ek e três dos meninos do time “Javalis Selvagens” estão nesta condição.

“Eles não são cidadãos tailandeses”, disse Weenat à Reuters, acrescentando que as autoridades estão analisando se eles se qualificam para obter a cidadania.

Muitos tailandeses disseram nas redes sociais que os garotos e o técnico deveriam receber a cidadania após seu calvário.

“Ele adoraria se tornar um cidadão tailandês”, afirmou Charoenpol.

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