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As farmácias uruguaias já venderam mais de 1 tonelada de maconha desde que foi liberada a comercialização da droga em 2017

Foto mostra pacote de maconha comprado em farmácia de Montevidéu. (Foto: Reprodução)

As farmácias uruguaias venderam mais de 1.200 quilos de maconha desde que foi liberada a comercialização da droga, em julho do ano passado, assinalou nesta sexta-feira (14) um relatório oficial. As informações são das agências de notícias AFP e Efe.

A partir de 19 de julho de 2017, quando entrou em vigor a lei aprovada em 2013 que regularizou a venda de maconha, até o dia 5 de agosto passado “se realizaram 248.945 transações com envelopes de cannabis de 5 gramas, totalizando 1.244.725 de gramas vendidos”, destaca o Instituto de Regulação e Controle de Cannabis (Ircca).

O Uruguai implementou um inédito mecanismo que permite aos consumidores registrados comprar até 40 gramas mensal de maconha, vendidos em envelopes de 5 gramas ao preço de 1,4 dólar a grama.

O mecanismo, único no mundo e que visa a combater o tráfico de maconha, começou com menos de 5 mil inscritos para comprar a droga e hoje tem 27.500, segundo dados atualizados pelo Ircca.

A maconha estatal é produzida a cerca de 50 km a oeste de Montevidéu, em terras do estado e sob forte vigilância.

Riscos do consumo

O governo do Uruguai iniciará no final de setembro uma campanha nos meios de comunicação para sensibilizar a população sobre os riscos do consumo de maconha, cuja produção e comercialização é regulada pelo Estado desde dezembro de 2013.

O secretário da Presidência, também presidente da Junta Nacional de Drogas (JND), Juan Andrés Roballo, anunciou em entrevista coletiva nesta sexta-feira uma série de medidas que serão adotadas para a conscientização sobre as consequências do consumo de maconha, após estudos detectarem uma baixa percepção dos riscos entre os mais jovens.

As medidas foram elaboradas em uma reunião do grupo de trabalho de prevenção dos riscos e danos causados pelo uso de drogas, liderado pelo presidente Tabaré Vázquez e também integrado pelos ministérios de Saúde Pública, Educação e Cultura, assim como por autoridades acadêmicas, da educação, da JND, legisladores e organizações civis.

Segundo Roballo, a campanha será lançada no dia 26 deste mês e terá como objetivo estimular o diálogo, “um elemento que demonstrou ser o mais importante, tanto no Uruguai como em outras partes do mundo”.

“Isso não só obedece às boas práticas em nível nacional e internacional, mas também ao que a própria lei dispõe e estabelece como uma obrigação do Estado, que é dar informação, sensibilizar e promover o diálogo”, afirmou o secretário da Presidência.

Outra das medidas estipuladas pelo grupo liderado por Vázquez foi o aprofundamento do trabalho “que já vem sendo feito no sistema educacional” em relação ao consumo de drogas.

“Através do desenvolvimento de atividades com os atores mais importantes do sistema, que são os professores, serão oferecidas ferramentas que permitam dialogar com os alunos, seus pais e a comunidade”, acrescentou Roballo.

O Uruguai aprovou em dezembro de 2013, durante o governo de José Mujica, a lei que regulamentou a produção e comercialização da maconha de uso recreativo, que atualmente pode ser adquirida no país de três formas, excludentes entre si: o cultivo doméstico, os clubes de filiação e a compra em farmácias.

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