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As “maluquices” de Elon Musk e a sua importância para o futuro da humanidade

Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX. (Foto: Reprodução)

Visionário, ambicioso, à frente de nosso tempo ou “doido de pedra”? De um lado, admiradores da audácia de Elon Musk vibram a cada um de seus projetos que dá certo, enquanto outros acham que todo mundo fica “pagando pau” para um “mauricinho” que tem dinheiro para brincar de “cientista maluco” enquanto o mundo sofre com “problemas de verdade”. As informações são do site CanalTech.

Mas a verdade é que, críticas negativas e jogadas publicitárias à parte, as “doideiras” de Musk representam um salto enorme para o futuro da humanidade, futuro esse que pode ser bem mais promissor do que os cenários pós-apocalípticos imaginados pelos autores de ficção científica. Podemos dizer que Musk está ajudando a construir um roteiro sci-fi otimista, mas, na vida real, e, segundo o investidor-anjo Jason Calacanis, “apostar contra Elon Musk é apostar contra o futuro da humanidade, e é algo incrivelmente estúpido de se fazer”.

Não é novidade que o CEO da Tesla aposta pesado nos veículos com direção autônoma, ainda que sua companhia não esteja exatamente pronta para começar a rodar veículos 100% independentes da condução humana no momento. Entre os motivos para apostar nessa tecnologia futurista estão as estimativas de redução no índice de acidentes fatais no trânsito e que os carros autônomos poderão salvar 30 mil vidas somente nos Estados Unidos. E a Tesla pretende fazer seu primeiro veículo autônomo cruzar o país dentro de três a seis meses.

Além disso, motores elétricos trazem imensas vantagens ao meio ambiente, dispensando a queima de combustíveis fósseis e reduzindo a poluição. E a Tesla é justamente especializada na fabricação de veículos elétricos, sendo esta uma das investidas de Musk para frear as consequências do aquecimento global. Já para o transporte de passageiros em massa, Musk também está envolvido no desenvolvimento do Hyperloop, uma espécie de trem subterrâneo de altíssima velocidade.

Em entrevista à Rolling Stone, Musk diz acreditar que “as mudanças climáticas são a maior ameaça à humanidade neste século, exceto pela [IA] inteligência artificial”.

E por falar em IA, o bilionário não é lá muito amigável a essa tecnologia específica, ainda que ela já esteja empregada em uma imensidão de aplicações e serviços que usamos em nosso dia a dia. Musk acredita que as inteligências artificiais representam uma ameaça à humanidade, sendo capazes de superar as habilidades humanas de maneira que tornará as pessoas inúteis, dominando o mundo tal qual previram autores de ficção científica em seus roteiros distópicos.

Musk já chegou, até mesmo, a pedir que governantes impusessem restrições ao desenvolvimento das IAs antes que seja tarde demais, criando a OpenAI para ajudar a desenvolver inteligências artificiais éticas e seguras. Ainda assim, o bilionário sul-africano acredita que a chance de se criar uma IA realmente segura para a sociedade é de “entre 5 e 10 por cento”. “Entre Facebook, Google, Amazon e Apple, essas empresas têm mais informações sobre você do que você pode imaginar, e isso representa um enorme risco ao concentrar tanto poder. Então, se a inteligência artificial representa um nível extremo de poder, ela deveria mesmo ser controlada por algumas pessoas nessas companhias sem supervisão?”, questiona.

A solução para esse problema seria mesclar homem e máquina. Para Musk, a humanidade só não se tornará obsoleta com o avanço das IAs caso a gente consiga mesclar o orgânico ao tecnológico. O empresário entende que a nossa dependência da tecnologia só aumentará com o passar do tempo, até chegar ao ponto em que a inteligência humana e a tecnologia se tornem uma coisa só.

Musk acredita que, à medida em que a humanidade for deixada para trás pelo potencial robótico no mercado de trabalho, os seres humanos acabarão se transformando em ciborgues, usando novas tecnologias para aprimorarem suas habilidades físicas e mentais. Para isso, implantes cerebrais serão necessários para fazer com que fiquemos tão inteligentes quanto (ou quase) as IAs. Uma de suas empresas, a Neuralink, já vem desenvolvendo chips cerebrais para que as pessoas se comuniquem diretamente com as máquinas usando a força do pensamento.

Com a SpaceX, Musk aposta na exploração espacial para colonizar outros mundos, como Marte, que, no que depender de sua companhia, se tornará habitável e possivelmente servindo como uma segunda morada para o ser humano. Então, se você ainda não vai com a cara do dono da Tesla e da SpaceX, imagine o mundo que ele vislumbra (e está tentando criar): humanos tecnológicos com ares de ciborgues se transportando por aí em veículos que se conduzem por conta própria sem prejudicar o meio-ambiente, com a humanidade morando em outros planetas além da Terra e criando uma sociedade interplanetária sustentável.

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