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As vendas do comércio brasileiro cresceram em abril

Os dados do varejo foram divulgados pelo IBGE. (Foto: Reprodução)

As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 1% em abril na comparação com o mês imediatamente anterior, informou nesta quarta-feira (13) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em relação a abril de 2017, as vendas avançaram 0,6%, a 13ª alta consecutiva nessa base de comparação.

O varejo acumula avanço de 3,4% no ano. Em 12 meses, a alta é de 3,7%, praticamente mantendo o ritmo registrado em março (3,8%). A expectativa, em uma pesquisa da Reuters, era de alta de 0,60% na comparação mensal e de avanço de 0,55% sobre um ano antes.

A variação de 1% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de março para abril, série ajustada sazonalmente, alcançou todas as oito atividades investigadas. As maiores taxas foram verificadas em equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (4,8%), combustíveis e lubrificantes (3,4%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,5%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%), livros, jornais, revistas e papelarias (0,9%), móveis e eletrodomésticos (0,7%), tecidos, vestuário e calçados (0,3%). O grupo Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,0%) ficou estável.

Comparação anual

Móveis e eletrodomésticos voltou a mostrar avanço (5,6%) frente a abril de 2017 e foi a segunda maior influência positiva sobre a taxa global. Esse resultado, acima da média geral das vendas, está associado à maior disponibilidade de crédito à pessoa física. O acumulado do ano do grupo ficou em 2,6% e, para os últimos 12 meses, em 9,6%.

O grupo equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação avançou 4,9% frente a abril de 2017, após recuo de 6,7% em março. Com isso, o acumulado no ano teve expansão de 2,1%, e o acumulado nos últimos 12 meses ficou praticamente estável (0,1%).

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo mostrou estabilidade (0%) frente a abril de 2017. Esse resultado reflete o deslocamento do feriado móvel de Páscoa, com impactos negativos particularmente nesse setor. Ainda assim, o segmento acumulou expansão de 5% nos quatro primeiros meses do ano, beneficiado pela manutenção da massa de rendimentos reais habitualmente recebida e pela redução sistemática da inflação de alimentação no domicílio. No acumulado de 12 meses, a atividade avançou 3,5%, mantendo trajetória ascendente desde março de 2017 (-3%).

Outros artigos de uso pessoal e doméstico também mostrou estabilidade (-0,1%) na comparação com abril de 2017, afetado negativamente pelo feriado móvel de Páscoa. Com o resultado de abril, o acumulado no ano é de 8%. O acumulado nos últimos 12 meses (5,6%) mantém a recuperação iniciada em setembro de 2016 (-10,4%).

A atividade de Tecidos, vestuário e calçados foi a principal pressão negativa para a taxa global (-7,3% frente a abril de 2017). Essa foi a terceira taxa negativa seguida, acumulando queda de 3,1% nos quatro primeiros meses do ano. O acumulado nos últimos 12 meses (4,8%) teve a taxa menos acentuada desde novembro de 2017 (4,9%).

Combustíveis e lubrificantes (-1,3% frente a abril de 2017) teve a 40ª taxa negativa consecutiva, porém a menor desde outubro de 2017 (-0,9%). A elevação dos preços de combustíveis acima da variação média de preços é fator relevante que ainda vem influenciando negativamente o desempenho do setor. Assim, o segmento mostrou queda de 4,1% nos primeiros quatro meses do ano, com o acumulado nos últimos 12 meses apresentando queda (-2,9%), mas em trajetória ascendente desde fevereiro de 2017 (-8,9%).

Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,1% frente a abril de 2017) foi influenciado, em especial os jornais e revistas, pela substituição dos produtos impressos por eletrônicos. Com isso, o segmento acumula no ano recuo de 7,6%. O acumulado nos últimos 12 meses, apesar de negativo (-5,2%), vem sinalizando recuperação desde outubro 2016 (-16,8%).

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