Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019

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Capa – Caderno 1 Assembleia Legislativa recebe abaixo-assinado pedindo rapidez na tramitação de projeto sobre o uso excessivo de telas na infância

Documento entregue pelos médicos ao presidente da AL, Luis Augusto Lara (à direita, de terno), tem 1.300 assinaturas. (Foto: Rafael Ribeiro/ALRS)

A presidente da SPRS (Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul), Cristina Helena Targa Ferreira, entregou nesta quarta-feira (13), ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Luís Augusto Lara (PTB), um abaixo-assinado que reforça a importância do Projeto de Lei (440/2019), de autoria do deputado Pedro Pereira (PSDB). A proposta estabelece a obrigatoriedade de colocação de uma etiqueta de advertência para o uso moderado de telas eletrônicas por crianças de até 10 anos de idade.

O documento foi assinado por aproximadamente 1.300 médicos, que pedem que a tramitação da matéria seja rápida no Parlamento Gaúcho e que, em plenário, a proposta seja aprovada. O ato contou com a participação do deputado Pedro Pereira (PSDB), da deputada Fran Somensi (Republicanos) que é a relatora da proposição na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e da 1ª vice-presidente da SPRS, Helena Müller.

Pedro Pereira, que é médico, explicou que o objetivo é alertar aos pais e à sociedade para os perigos do uso excessivo de aparelhos eletrônicos por crianças. “A aprovação deste projeto, é uma questão de saúde pública. Uma advertência de que o celular, o tablet e a televisão provocam danos irreparáveis no desenvolvimento das crianças, caso elas usem excessivamente os aparelhos eletrônicos”, afirmou o parlamentar.

A presidente da SPRS, Cristina Targa Ferreira, considera que o uso excessivo de telas por crianças é um problema sério, levando a obesidade, alterações de humor (ansiedade e depressão), déficit de atenção e diminuição do rendimento escolar. “A medida, se aprovada, permitirá orientar a sociedade e indicar qual é o tempo máximo ideal que as crianças podem ficar expostas a essas tecnologias. A etiqueta traz este alerta: de 0 a 2 anos de idade: não recomendado; de 2 a 10 anos de idade: máximo de 2 horas por dia com supervisão”, explicou.

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