Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019

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Ciência Astronautas dos Estados Unidos, Canadá e Rússia voltam à Terra após seis meses na Estação Espacial Internacional

A astronauta da Nasa Anne McClain, dos Estados Unidos. (Foto: Reprodução/Twitter)

A astronauta da Nasa Anne McClain, dos Estados Unidos, o veterano cosmonauta Oleg Kononenko, da Roscosmos, na Rússia, e David Saint-Jacques, da Agência Espacial Canadense, pousaram nesta terça-feira (25) nas estepes do Cazaquistão, ao final de uma missão de seis meses na ISS. As informações são do portal G1.

Os três tocaram a terra às 2h47 GMT (23h47 em Brasília), concluindo a primeira viagem à Estação Espacial Internacional (ISS) após um lançamento fracassado em outubro, que gerou dúvidas sobre o programa espacial russo.

O canal de televisão russo “Rossiya 24” transmitiu imagens ao vivo da aterrissagem.

Minutos depois, as equipes de resgate começaram a retirar a tripulação da Soyuz da cápsula de descida.

Durante a sua missão, os integrantes da 59ª expedição à ISS orbitaram o planeta num total de 3.264 vezes, cobrindo uma distância de quase 140 milhões de quilômetros. Eles participaram de cinco caminhadas espaciais, duas do programa russo e três do programa americano.

Três membros da tripulação permanecem na plataforma orbital: o russo Aleksey Ovchinin e os americanos Christina Koch e Nick Hague.

Eles se juntarão, se não houver mudanças de última hora, ao cosmonauta russo Alexandr Skvortsov, ao astronauta italiano Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia, e ao americano Andrew Morgan, que voarão para a ISS na Soyuz MS-13, cujo lançamento está previsto para o próximo dia 20 de julho.

Relógio atômico promete revolução

A Nasa colocou em órbita um relógio atômico compacto que, segundo a agência pode revolucionar a navegação no espaço.

Missões planetárias não têm GPS para navegar pelo espaço. Na realidade, são monitoradas no sistema solar por meio de sinais de rádio.

Esse sinais são enviados da Terra e são respondidos pelas naves. O tempo preciso que leva para as mensagens ecoarem de volta permitem que navegadores calculem a distância da nave e a posição exata da missão. Com isso, conseguem comandar seu curso com as correções necessárias.

Mas isso pode demorar muito para naves dirigidas por humanos – basta imaginar o quão ruim seria se um GPS na Terra demorasse mais que alguns segundos para calcular sua posição. Hoje, essa resposta para a navegação pode demorar cerca de 40 minutos.

Agora, esse novo relógio atômico compacto promete resolver o problema, dando aos humanos dentro das naves a possibilidade de determinarem sua posição de forma mais rápida e dependendo menos da resposta enviada pela Terra, mais ou menos como já funciona a navegação com o GPS em carros e celulares.

Se as missões carregarem seus próprios relógios atômicos, o sistema de mão dupla usado atualmente, dos sinais enviados da Terra, respondidos pelas naves e respondidos de novo pela Terra, pode ser reduzido para um só, e os computadores a bordo das missões poderão fazer os cálculos de navegação necessários sozinhos.

O relógio é do tamanho de uma torradeira e tem 50 vezes a estabilidade dos relógios espaciais como os que estão agora em satélites. “Estabilidade” se refere à assiduidade da medida de uma unidade de tempo por um relógio; a medida de uma unidade de segundo, por exemplo, tem que ser a mesma em diferentes períodos de tempo.

Se a tecnologia se provar eficiente —e deve demorar meses até que cientistas possam analisar o resultado—, a Nasa vai instalar o relógio nas próximas missões planetárias.

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