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Atenção aos cuidados na vacinação contra a aftosa

(Divulgação)

A etapa de vacinação contra a febre aftosa vai até o dia 30 deste mês. Como novembro tem se mostrado bastante chuvoso, a orientação é para que o produtor não deixe para realizar a imunização para a última hora. Até lá, todos os bovinos e bubalinos com até 24 meses devem ser vacinados. A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural e o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) esperam atingir uma cobertura semelhante à etapa anterior, de mais de 98%. Por isso, alerta o coordenador do Programa de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, Fernando Groff, “a aplicação da dose deve ser feita de forma adequada para garantir a eficiência vacinal.”

A vacina contra a febre aftosa precisa ficar refrigerada até o momento da aplicação. A temperatura ideal é entre 2° e 8° Celsius e para isso é importante que seja transportada em caixas térmicas e armazenada em refrigerador comum, nunca no congelador ou freezer. A compra das doses deve ser realizada apenas em estabelecimentos credenciados à Secretaria da Agricultura. Para conferir essa e outras informações sobre a etapa, basta acessar agricultura.rs.gov.br/aftosa.

A condição ideal para aplicar a vacina é com o animal contido, A contenção é importante para evitar problemas na aplicação da dose e também acidentes com os trabalhadores. Para quem não conta com um tronco de imobilização, o animal pode ser preso em palanques ou mesmo junto a cercas de madeira, utilizando cordas para contenção de patas (acima do jarrete) e cabeça. A melhor forma de fazer esse manejo, sem o tronco, é envolvendo duas pessoas: uma para a contenção adequada e outra para a aplicação da vacina.

O melhor momento para a aplicação da dose é nas horas de temperaturas mais amenas, antes das 10h ou 11h da manhã, ou após às 15h. Animais em rotina de manejo, como os leiteiros, podem ser vacinados nos habituais de movimentação.

Caso a aplicação não tenha sido realizada adequadamente, a operação deve ser repetida. Animais em lactação podem ser vacinados e ordenhados normalmente, já que a vacina não deixa resíduos. O pecuarista deve prestar atenção apenas se a vacina provocar alguma reação como febre, que pode afetar a qualidade do leite e também das carcaças de animais abatidos em condição febril.

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, acredita que o produtor tem entendimento sobre a importância deste processo para garantir a sanidade do rebanho. “Esperamos que cada um faça a sua parte para que em breve o Rio Grande do Sul possa ser área livre sem vacinação.”

RESUMO:

– Animais com até 24 meses devem receber a dose;

– Compre a vacina em estabelecimentos credenciados;

– Mantenha a vacina em temperatura entre 2° e 8° Celsius;

– Faça a contenção dos animais para facilitar o trabalho;

– Aplique a dose na tábua do pescoço;

– Faça a vacinação em horários com temperatura amena (antes das 10h e depois das 15h);

– O leite de vacas que receberam a dose não precisa ser descartado, a menos que o animal apresente reações;

– Comprovar a vacinação na IDA até 6 de dezembro.