Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019

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Notícias Atividade industrial volta a registrar queda no Rio Grande do Sul

"O quadro geral para a indústria gaúcha continua bastante negativo e ainda não há elementos que possam indicar uma reversão dessa tendência", disse Müller (Foto: Jackson Ciceri/O Sul)

A recuperação do IDI-RS (Índice de Desempenho Industrial), que em fevereiro havia registrado um crescimento de 1,2%, não se confirmou em março. Na comparação com o mês anterior, ocorreu um recuo de 1,4%, excluídos os efeitos sazonais. As principais contribuições negativas para o IDI-RS, divulgado pela Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul) nesta quarta-feira (04), foram as compras industriais e o faturamento, que ante fevereiro caíram 4,5% e 3%, respectivamente.

“O quadro geral para a indústria gaúcha continua bastante negativo e ainda não há elementos que possam indicar uma reversão dessa tendência no curto prazo. Além do impasse político, as restrições ao crédito, o aumento do desemprego e os baixos níveis de confiança em empresários e consumidores são empecilhos para a retomada na atividade”, explica o presidente da entidade, Heitor José Müller.

Outras variáveis que compõem o IDI-RS também tiveram perdas consideráveis em março. A utilização da capacidade instalada caiu 1,4% na comparação com fevereiro e atingiu 78,6%. A pesquisa constatou ainda que a crise prolongada no setor impõe um forte e longo ajuste ao mercado de trabalho: o emprego (-0,3% em março) recua há 14 meses seguidos e a massa salarial (-1,8%), há 12. Apenas as horas trabalhadas na produção foram na contramão das demais e cresceram 0,5%.

“Vale ressaltar que uma definição no campo político, independentemente do desfecho, pode tornar mais brando o cenário de incertezas e pessimismo. Para tanto, é preciso que o governo indique mudanças na condução da política econômica, sobretudo na área fiscal, e avance nas questões estruturais”, aponta Müller, que ressalta o fato de os indicadores seguirem em declínio no primeiro trimestre, mantendo a projeção de queda expressiva para o setor em 2016.

Na relação com igual período do ano anterior, a baixa do IDI-RS foi ainda mais acentuada: caiu 10,6% em março, a 25ª queda seguida, e 8,1% no acumulado de janeiro a março. No acumulado do ano, o faturamento, as compras industriais e as horas trabalhadas recuaram 12,1%, 10,2% e 8,6%, respectivamente.

O mercado de trabalho segue a mesma tendência no emprego (-9%) e na massa salarial real (-10,7%). Dos 17 setores pesquisados, 14 mostraram redução na atividade, destacando-se veículos automotores (-17,3%), máquinas e equipamentos (-16,6%), móveis (-14,6%) e produtos de metal (-12,4%).

 

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