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Aumenta para 79 o número de mortos no incêndio em um edifício em Londres

Causas do fogo estão sendo investigadas. (Foto: AFP)

O número de mortos no incêndio na Grenfell Tower, em North Kensington, na zona oeste de Londres (Inglaterra), subiu para 79 nesta segunda-feira (19), segundo a polícia local. Nesse balanço, estão incluídas pessoas “presumidamente mortas”, ou seja, que estão desaparecidas, mas sem esperança de serem encontradas com vida.

Apenas cinco mortos foram formalmente identificados, de acordo com o comandante da Polícia Metropolitana de Londres, Stuart Cundy. Ele ressaltou que esse número pode aumentar, mas não em uma escala tão grande como ocorreu nos últimos dias. No sábado, a polícia tinha dito que 58 pessoas haviam morrido na tragédia.

Cinco pessoas que eram consideradas desaparecidas foram encontradas e passam bem. O bombeiros seguem fazendo buscas pelos corpos nos 120 apartamentos do prédio de 24 andares. A polícia busca vídeos que possam mostrar onde o fogo começou e como se espalhou pelo edifício.

Esse incêndio foi um dos maiores já registrados na capital britânica. Testemunhas relataram que crianças foram jogadas das janelas da Grenfell Tower e várias pessoas se atiraram do edifício, em uma tentativa desesperada de fugir das chamas. Algumas da vítimas fatais podem nunca ser identificadas, segundo autoridades locais.

Na sexta-feira (16), dezenas de pessoas invadiram a Câmara Municipal de Kensington e Chelsea para protestar contra as autoridades e pedir ajuda e justiça às vítimas da tragédia. No mesmo dia, a premiê Theresa May visitou as vítimas no hospital e prometeu um fundo de 5 milhões de libras (cerca de 21 milhões de reais) para pagar provisões de emergência, comida, roupas e outros custos.

A primeira-ministra também enfrenta pressões do governo e da população para fornecer explicações sobre o ocorrido. Moradores e vizinhos alegam que a Câmara municipal ignorou durante anos pedidos para que medidas de segurança fossem aplicados ao edifício de 120 apartamentos.

Reforma

As causas do incêndio ainda são desconhecidas. Construído em 1974, o edifício de 24 andares tinha passado por uma reforma em 2016. Os responsáveis pela obra divulgaram um comunicado mo qual afirmam que todos os padrões de segurança foram rigidamente seguidos, porém especialistas criticaram o tipo de revestimento utilizado na parte externa do prédio. Ele foi apontado como possível fator que teria facilitado a propagação rápida do fogo. 

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