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Auxiliares de Bolsonaro defendem que o presidente coloque limites aos filhos

Filho do presidente ajudaria a organizar defesa da reforma nas redes sociais. (Foto: Agência Brasil)

O desenrolar em público das críticas de um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno (PSL) – que teria autorizado verba pública nas eleições a candidatos laranjas –, deixou auxiliares do mandatário preocupados com a intromissão da prole em assuntos do governo federal.

Na avaliação de assessores ouvidos pelo portal de notícias UOL, agora que recebeu alta médica, voltou a Brasília e retornará a se dedicar à rotina, Jair Bolsonaro precisa chamar os filhos para conversar e delimitar a influência de cada um.

Para estes interlocutores, a atitude de Carlos publicar um áudio do pai no Twitter e intensificar a fritura de um ministro de Estado – ainda mais um tão próximo do presidente quanto Bebianno – é inadmissível e demonstra imaturidade tanto do próprio Bolsonaro quanto do filho. Isso porque a publicação do áudio chegou a ser compartilhada pelo presidente.

“Claro que, num início de governo, você está se adaptando ao cargo e vai aprendendo a conduzir os percalços internos, mas não pode deixar desenvolver uma crise dessas. Nem incentivá-la publicamente”, afirmou um assessor.

Auxiliares concordam ser hora de Bolsonaro chamar os filhos para conversar e adverti-los de que cada um deve se ater aos respectivos trabalhos: Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no Senado, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) na Câmara dos Deputados e Carlos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Segundo apurou o UOL, Carlos e Eduardo são desafetos de Bebianno desde a campanha eleitoral. Outros integrantes do círculo íntimo de Bolsonaro que hoje despacham do Planalto também já se desentenderam com o atual ministro. O problema, de acordo com auxiliares sem envolvimento com o núcleo duro da época de campanha do presidente, é que os atritos permanecem.

“Estamos meio que sem saber o que fazer. Ninguém esperava essa crítica explícita do Carlos e muito menos do presidente. Agora todos estão de olho, porque, se ele [Bolsonaro] fez isso com o Bebianno, o que ele pode fazer com os outros?”, disse outro assessor à reportagem.

A fim de tentar colocar um ponto final na crise, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional e um dos principais conselheiros de Bolsonaro, general Augusto Heleno, foi escalado para pedir maior reflexão ao presidente, apurou o UOL.

Desde que chegou a Brasília, na quarta-feira (13), eles se encontram três vezes a sós no Palácio da Alvorada, fora outras reuniões das quais participaram com outras pessoas.

“Acho que ele vai pedir mais calma ao presidente. Mostrar as consequências de ficar colocando lenha na fogueira e as implicações de uma crise para o restante do trabalho do governo, ainda mais com menos de dois meses de mandato”, disse um assessor do Planalto.

Em visita a Sorriso (MT) na manhã desta sexta-feira (15), ao ser questionado se os filhos de Bolsonaro deveriam “falar menos”, o vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), respondeu ter certeza que o presidente iria “botar ordem na rapaziada dele”.

“Essas questões aí são questões internas. […] Os filhos são um problema de cada família. Eu tenho certeza que o presidente, em momento aprazado, correto, vai botar ordem na rapaziada dele”, declarou.

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