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Azul desiste de oferta pela Avianca e acusa Gol e Latam de protecionismo

Azul havia assinado um acordo não vinculante de US$ 105 milhões. (Foto: Reprodução)

O presidente-executivo da companhia aérea Azul, John Rodgerson, anunciou nesta quinta-feira (18) a desistência da oferta pela compra de parte das operações da Avianca e acusou Gol e Latam de agirem para evitar a concorrência da ponte aérea São Paulo-Rio de Janeiro, a mais cobiçada do País.

“Nossa oferta não existe mais”, disse Rodgerson a jornalistas no Palácio dos Bandeirantes, logo após o anúncio da operação de novas rotas nas cidades paulistas de Araraquara e de Guarujá.

No mês passado, a Azul assinou um acordo não vinculante de US$ 105 milhões para compra de ativos da Avianca Brasil, incluindo slots em aeroportos e contratos de leasing de aviões da rival.

“É uma pena o que os nossos concorrentes estão fazendo, tentando evitar a concorrência na ponte aérea partindo de Congonhas, porque quem vai sair perdendo é o consumidor”, disse Rodgerson.

A Gol e a Latam Airlines Brasil, afiliada da Latam Airlines, disseram no começo do mês que fariam ofertas de pelo menos US$ 70 milhões por alguns ativos da Avianca Brasil, quarta maior companhia aérea do País e que pediu recuperação judicial em dezembro.

Ainda na disputa, Gol e Latam correm risco de perder R$ 378 milhões se a Avianca Brasil não conseguir sustentar a sua operação até a data do leilão, marcado para 7 de maio, segundo reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico.

As duas empresas já emprestaram R$ 188,7 milhões para a Avianca Brasil, de acordo com o jornal. Sem o leilão, Gol e Latam também perderiam R$ 137,6 milhões pagos ao fundo Elliott.

Voos cancelados

A companhia tem cancelado voos desde o sábado (13), reflexo de decisões judiciais que determinaram a devolução de aviões por falta de pagamento. Até a Páscoa, 314 voos deixarão de ser feitos.

Segundo a Anac, a frota da Avianca Brasil cairá de 25 para 17 aviões a partir da próxima segunda, quando outros oito aviões serão devolvidos; até a semana passada, a frota era de 35 aeronaves.

Milhas do programa da Avianca

Nesse cenário nebuloso, aumenta a preocupação dos clientes com o futuro dos seus pontos no programa, as milhas acumuladas com voos ou transferidas do cartão de crédito.

Com grande parte da malha aérea da Avianca afetada pelos cancelamentos e a crescente incerteza sobre o futuro da companhia, o melhor negócio para os clientes do Amigo neste momento é usar os pontos no resgate de passagens das companhias da Star Alliance, aliança global da qual a Avianca faz parte. Essas alianças permitem o compartilhamento de voos e a pontuação em programas de fidelidade das companhias parceiras.

Mas é preciso atenção. A recomendação é de que a emissão do bilhete seja feita unicamente na empresa parceira.

Fazem parte da Star Alliance 27 companhias: Adria (Eslovênia), Aegean (Grécia), Air Canada, Air China, Air India, Air New Zealand, All Nippon Airways (Japão), Asiana Airlines (Coreia do Sul), Austrian, Avianca (Colômbia e Brasil), Brussels (Bélgica), Copa Airlines (Panamá), Croatia Airlines, Egyptair, Ethiopian, EVA Air (Taiwan), LOT (Polônia), Lufthansa (Alemanha), SAS (Noruega, Dinamarca e Suécia), Shenzhen Airlines (China), Singapore, South African Airways, Swiss, TAP Air Portugal, Thai, Turkish e United (EUA).

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