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Bancos agradecem

O ministro da Economia, Paulo Guedes, orienta cortes no orçamento para evitar mais endividamentos e buscar o equilíbrio nas contas públicas. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O placar eletrônico Jurômetro atingiu ontem 300 bilhões de reais. O valor pago pelo governo federal desde 1º de janeiro deste ano para rolar a dívida pública é maior do que a soma dos orçamentos dos Ministérios da Saúde e da Educação em 12 meses. Diante do cenário, uma saída é aumentar o endividamento, transferindo mais dinheiro aos bancos. O governo federal escolheu outra: congelar mais 1 bilhão e 443 milhões de reais nos gastos, além dos 5 bilhões que tinham sido anunciados no 1º semestre, para seguir cumprindo a meta fiscal de 2019.

A oposição e os banqueiros, por motivos diversos, vão reclamar do corte.

Dois lados

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já disse que o País está à beira do abismo e a um passo de não mais poder cobrir suas despesas básicas. Para piorar, a Economia não reage e prosseguem as altas taxas de desemprego. A posição realista contrasta com secretários estaduais da Fazenda que acreditam em mágicas com auxílio da cartola.

Não entenderam

A reforma tributária que o Ministério da Economia finaliza pretende dar mais racionalidade ao sistema, um dos mais complicados do mundo. Muitos governadores estão imaginando que o projeto conterá aumento de alíquotas. Pegam o bonde errado.

Condição básica

Sem reduzir o tamanho da Federação e dos Estados, fazendo os gastos passarem por um funil, qualquer mudança no sistema tributária será ineficaz.

Os focos

Importante para qualquer governo é o controle das contas públicas e da inflação. Sem isso, a penalização das camadas mais pobres é arrasadora.

Conversa urgente

Empresários irão ao gabinete do presidente Jair Bolsonaro, nos próximos dias, para pedir que consulte assessores e faça uma seleção antes de entrar em qualquer polêmica. Dirão também em detalhes quem sai perdendo.

Em alerta

Técnicos do governo do Estado acompanham a crise argentina e avaliam o risco de prejuízos nos negócios, a partir da diminuição temporária de importações.

Quase parando

A última notícia registrada no site nacional do PSL é de 28 de março deste ano. Em função da turbulência permanente entre seus líderes, os leitores mereciam mais.

Bagunça aceita

Esta semana, a Lei Orgânica dos Partidos Políticos está completando 24 anos. Ao longo do tempo, tem servido às conveniências dos que se consideram donos do poder em suas diversas instâncias. A multidão de siglas gera confusão, resultando na pouca representatividade da maioria delas. É um tema do qual o Congresso foge com frequência. Para os caciques, torna-se mais conveniente deixar como está.

Vale tudo

Muitos dos pequenos partidos só ressurgem às vésperas de eleições, quando se abrem os balcões de negociações. A regra é imutável: dinheiro antes e carguinhos depois. Legítima tragicomédia.

Recomeço

Em agosto, sairá novamente de uma gaveta na Câmara dos Deputados o projeto para legalizar as atividades de cassinos, jogo do bicho e bingos no País. Os itens são os mesmos de tentativas anteriores: 1) os cassinos só poderão existir em estabelecimentos hoteleiros integrados, tipo resorts, com áreas múltiplas de lazer e espaços culturais. 2) Poderão funcionar, no máximo, três cassinos por Estado. 3) As concessões terão validade de 30 anos e serão definidas por meio de licitação.

Apagaram as luzes

A proibição dos jogos de azar no Brasil se deu por força de decreto de abril de 1946, assinado pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, sob o argumento de que é degradante para o ser humano. Na época, funcionavam 70 cassinos no País.

Consequência

Fica cada vez mais visível: onde o Estado não chega, os poderes paralelos tomam conta.

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