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Bancos culpam a economia fraca por queda mais lenta nas taxas de juros

Na contramão da Selic, a taxa dos financiamentos bancários subiu. (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

A retomada de cortes dos juros básicos da economia pelo Banco Central reacendeu a discussão sobre o ritmo de redução das taxas de empréstimos bancários.

Na contramão da Selic, que iniciou 2019 em 6,5% e, após duas reduções desde julho, chegou a 5,5%, a taxa dos financiamentos bancários subiu de 37,7% para 37,9% anuais no mesmo período.

Por trás dessa tarifa média, há dois movimentos distintos. Os juros cobrados de empresas caíram de 20,4% para 18,9%; enquanto as taxas pagas pelas pessoas físicas passaram de 51,3% para 52,1%.

Dentro desses dois grupos, existem subcategorias com tendências também distintas. Por exemplo, o consumidor pagava, em média, 22,4% para comprar um veículo financiado no início deste ano. Atualmente, essa taxa é de 20,1%.

Mas, no caso do cartão de crédito parcelado, houve um aumento dos juros anuais de 163,1% para 177,3%. Os dados são do Banco Central e não incluem o crédito concedido em linhas subsidiadas.

Segundo Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a expansão lenta da economia aumenta a percepção de riscos dos bancos, freando uma queda mais acelerada dos juros. “O aumento da inadimplência, a queda lenta do desemprego e o baixo crescimento da renda criam alguma cautela do ponto de vista de quem está concedendo o crédito”, diz.

Mas ele ressalta que, nos últimos meses, quando a Selic voltou a ser reduzida, as taxas de algumas linhas – como cheque especial e crédito pessoal não consignado – caíram, proporcionalmente, mais do que a Selic, embora os juros do cartão de crédito tenham subido.