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Bate-bocas marcam a sabatina do ministro da Educação no plenário da Câmara dos Deputados

Proposta engenhosa de reforma do sistema de impostos dá o primeiro passo na Câmara. (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, passou por uma sabatina, na tarde desta quarta-feira (15), no plenário da Câmara dos Deputados. O tema da reunião foram os cortes promovidos pelo MEC (Ministério da Educação). Durante o encontro, o ministro e deputados oposicionistas se envolveram em bate-bocas e trocas de acusações.

Weintraub afirmou que estuda uma proposta para pagamento de um salário mínimo a universitários que estudam para ser professores do ensino básico. Seria necessário para isso, segundo ele, ter obtido nota elevada no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

O ministro não deu detalhes da proposta, mas sugeriu que teria de passar pelo crivo do Legislativo, ao afirmar que “os parlamentares vão definir” qual seria a nota do Enem exigida. Segundo o ministro, seria uma forma de atrair jovens habilidosos para serem professores de “criança pequena”.

“Quem tiver uma nota alta no Enem e quiser fazer faculdade para ser professor, já recebe um salário mínimo no primeiro mês de aula”, disse Weintraub. “É uma das nossas propostas, que a gente não teve tempo de apresentar aqui. Mas por que não? Você atrai o jovem mais inteligente, mais habilidoso para ser professor de criança pequena”, complementou.

O ministro também sugeriu que o dinheiro recuperado de corrupção na Petrobras poderá ser usado, no futuro, para as universidades. Segundo ele, as autoridades brasileiras “estão concordando” em destinar os recursos para a educação e a saúde.

“A gente não fica parado, a gente corre atrás. Uma parte do dinheiro que foi roubado da Petrobras está sendo recuperada. Está entrando de volta, já está internalizada aqui no Brasil e a Justiça brasileira, a AGU [Advocacia-Geral da União], o MP [Ministério Público Federal] estão concordando em destinar para a saúde e para a educação esses recursos quando finalmente forem desembaraçados. O dinheiro roubado poderá servir de alívio para os reitores”, declarou.

Weintraub voltou a dizer que as universidades precisam prestar contas sobre os recursos recebidos. Ele assegurou que pesquisas prioritárias serão preservadas dos bloqueios, mas ressaltou que outros estudos dariam “vergonha” se fossem mostrados aos deputados, sem citar exemplos.

“O dinheiro não é de uma pessoa, é do povo, é do pagador de imposto. Tem que ser explicado sim. Se a universidade está com dificuldade, eu me disponho a vir aqui discutir o número. Abre aqui na tela e mostra onde está faltando. Está pesquisando a cura da dengue? Duvido que não faremos o esforço em achar dinheiro. Mas tem pesquisa científicas, entre aspas, que o pessoal vai ter vergonha de abrir e colocar aqui na tela”, prosseguiu Weintraub.

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