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BB anuncia medidas de apoio aos produtores de arroz do RS e SC

O Banco do Brasil também tomou medidas de apoio aos produtores de arroz do RS e SC. De acordo com a instituição, o objetivo é apoiar os clientes na comercialização do produto em melhores condições de mercado.

O banco decidiu estender o pagamento das parcelas dos custeios de arroz da Safra 2016/17, previstas para julho e agosto. Com a medida, os compromissos com vencimentos nesses meses passam para setembro e outubro. A construção das medidas contou com a colaboração de entidades representativas do setor e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Para aderir ao novo cronograma, os produtores devem apresentar documentação representativa do produto depositado em armazém antes do vencimento da primeira parcela da dívida.

As novidades para comercialização da maçã e em benefício aos produtores de arroz já estão vigentes e as agências do BB estão aptas a receber as propostas.

Apoio à comercialização da maçã

O Banco do Brasil também anunciou recursos para o apoio à comercialização de maçã, por meio de crédito para estocagem (FEE – produtores rurais) ou aquisição (FGPP – agroindústrias).

O prazo é de 180 dias e as taxas vão de 9% a 12,75% ao ano. A solução já está vigente e as agências do banco estão aptas a receber as propostas.

Medidas de apoio à pecuária

Na semana passada, o Banco passou a oferecer aos pecuaristas a possibilidade de prorrogar, por um ano, operações de custeio e investimento com vencimento entre julho e dezembro de 2017.

A medida, em vigor no segundo trimestre, englobava operações com vencimento entre março e junho, quando foi prorrogado R$ 1,5 bilhão pelos clientes do banco. Segundo as estimativas do BB, cerca de 300 mil operações possuem vencimento no 2º semestre e também podem contar com o benefício.

De acordo com o diretor de agronegócios do BB, Marco Túlio Moraes da Costa, “O objetivo do banco é apoiar os produtores rurais que possam apresentar dificuldade para comercializar sua produção, por conta da desvalorização momentânea do preço da arroba e por dificuldades climáticas em algumas regiões do pais”, ressalta ele.

De acordo com levantamento da instituição, as regiões Norte, Nordeste, Centro-oeste e o estado de Minas Gerais foram mais afetados pelo preço dos produtos e também pelas intempéries do tempo. Por isso, nestas áreas a prorrogação pode ser de 100% do saldo devedor.

Para os demais estados da região Sudeste, os clientes precisam amortizar 20% do valor devido e podem prorrogar os 80% restantes por até um ano.

Apesar do Sul do país não apresentar um reflexo tão grande na queda de preços, a iniciativa do BB também abrange os estados da região. Por lá, a prorrogação está limitada a 50% do saldo atual do custeio e do investimento pecuário.

Cabe ressaltar que a prorrogação não é automática. Os interessados devem comparecer às agências do BB onde possuem relacionamento para assinar o pedido de extensão do prazo.

Linhas de crédito oferecem R$ 1 bilhão a pecuaristas

Além da prorrogação, o Banco do Brasil possui duas linhas de crédito ao setor pecuário. Disponíveis desde o fim de março uma das linhas é voltada para a retenção de bezerros, matrizes e bois, permitindo aos produtores aguardarem a retomada de preços do mercado para comercialização.

A outra iniciativa é uma alternativa de financiamento, com recursos próprios do Banco, envolvendo a aquisição de bovinos para recria e engorda.

As soluções possuem prazo de até dois anos e utilizam recursos captados da LCA. As taxas variam entre 9,9% e 12,75% a.a.

Maior agente financeiro do agronegócio brasileiro, o Banco do Brasil responde por cerca de 60% do mercado de crédito ao setor. Conforme o balanço da instituição, a carteira de crédito rural atingiu R$ 180 bilhões em março, sendo R$ 31 bilhões destinados à pecuária.

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