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Bill Gates critica a proposta de imposto sobre grandes fortunas nos Estados Unidos

Gates sugeriu que pode votar para Donald Trump na eleição presidencial de 2020. (Foto: Reprodução)

Cofundador da Microsoft e uma das pessoas mais ricas do mundo há vários anos, Bill Gates voltou aos holofotes nesta semana por algumas declarações polêmicas durante uma conferência do jornal The New York Times. O executivo, que normalmente não se envolve em questões da política dos Estados Unidos, sugeriu que pode votar para Donald Trump na eleição presidencial de 2020.

O motivo? As altas taxas sobre grandes fortunas que são sugeridas por alguns pré-candidatos do Partido Democrata, incluindo a senadora Elizabeth Warren – a mesma que tem como carro-chefe de campanha a briga contra grandes empresas de tecnologia, pedindo até a “quebra” delas em várias companhias menores.

“Se eu tivesse que pagar 20 bilhões de dólares, está tudo bem. Mas, quando você diz que eu deveria pagar 100 bilhões de dólares, aí eu começo a fazer as contas sobre o que sobrou para mim. Desculpe, estou só brincando”, comentou o executivo.

Não era só uma piada

Apesar de dizer que estava apenas tirando sarro da situação, Bill Gates parece mesmo incomodado. O ex-CEO tem uma fortuna estimada em 107 bilhões de dólares.

“Eu não vou fazer declarações políticas. Mas, eu acredito que, não importa quais políticas as pessoas tenham em mente… quem eu achar que tem a abordagem mais profissional na situação atual é provavelmente é o que terá mais peso para mim. E eu espero que o candidato mais profissional seja também um candidato elegível”, afirma.

Parte da mídia internacional não levou na brincadeira a declaração, afirmando que Gates praticamente declarou que estaria aberto a votar para Donaldo Trump ser reeleito.

A proposta de Warren

Em resposta às falas do homem mais rico do mundo, Warren tweetou que ficaria feliz em se encontrar com o executivo para “explicar exatamente quanto” ele iria pagar nos impostos propostos por ela.

Basicamente, a ideia é taxar em 2% a receita anual de norte-americanos com mais de 50 milhões de dólares acumulados e 3% anuais os que acumularem 1 bilhão de dólares ou mais. A verba faria parte de um fundo destinado a setores como educação e saúde.