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Bill Gates revela qual foi maior erro à frente da Microsoft

O fundador da Microsoft lamenta ter perdido para o Android no mundo dos smartphones. (Foto: Reprodução de internet)

Bill Gates, co-fundador e antigo executivo chefe na Microsoft, afirmou em entrevista à empresa de investimentos Village Global que um de seus maiores erros foi ter permitido que o Android se tornasse um grande sistema operacional em detrimento dos softwares feitos pela Microsoft.

“Esses são mercados do tipo ‘o vencedor leva tudo’. Então meu maior erro foi ter me engajado em algum tipo de ingerência que levou a Microsoft a não ser o que o Android é. O Android é a plataforma não-Apple padrão. Era uma coisa natural para a Microsoft ocupar esse espaço”, disse Gates.

“Só existe espaço para apenas um sistema operacional que não seja Apple e quanto isso vale? US$ 400 bilhões que seriam transferidos da companhia G para a companhia M”, afirmou o bilionário filantropo, se referindo ao Google, que comprou o Android por US$ 50 milhões em 2005.

O ex-CEO do Google Eric Schmidt afirmou em 2012 que o objetivo inicial era de fato vencer a Microsoft no mercado de sistemas operacionais móveis. “Na época, nós temíamos que a estratégia de celulares da Microsoft fosse dar certo”, disse durante uma audiência legal entre o Google e a empresa de software Oracle em 2012,

A afirmação surpreendeu alguns, já que Gates deixou a presidência executiva da Microsoft em 2000. Ele foi sucedido na presidência por Steve Ballmer, que permaneceu como chefe da gigante de tecnologia até 2014 e era o CEO durante os anos quem os smartphones estouraram, a partir de 2007, com o lançamento do iPhone. Gates foi chefe de arquitetura de software até 2008, após deixar o cargo de presidente.

Ballmer riu durante uma entrevista quando perguntado sobre o celular da Apple, afirmando que não seria apelativo para clientes por causa do preço e por não ter teclado, o que o tornaria uma ferramenta “difícil para enviar e-mails”.

A queda do Windows Mobile e do Windows Phone

Então, em 2005, quando a Google comprou o Android por US$ 50 milhões, o objetivo da companhia era superar a Microsoft – a companhia parecia mais despreparada para os novos tempos e ainda insistia na ideia de acessibilidade com teclado e caneta digital. Nesse período, as coisas poderiam ter sido diferentes se Gates tivesse, por exemplo, apostado no robozinho verde e/ou nas touchscreens.

“O Android é a plataforma padrão “não Apple”. Era algo que a Microsoft deveria vencer e é realmente algo como ‘o vencedor leva tudo’. Se você tem metade dos apps ou 90% de muitos apps, está no caminho certo para concluir essa ‘desgraça’. Há espaço para exatamente um sistema operacional ‘não Apple’ e quanto ele vale? US$ 400 bilhões, que seriam transferidos da empresa G para a empresa M”, disse o CEO.

Fato é que o então presidente da Microsoft, Steve Ballmer, chegou a chamar o iPhone, em 2008, de “o telefone mais caro do mundo e que não traz apelo nenhum por não ter um teclado”. Pouco tempo depois, o Windows Mobile mudou para Windows Phone e, como sabemos, o sistema operacional não emplacou e morreu devido a inúmeros problemas, entre eles a falta de softwares.

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