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Os filmes “Bohemian Rhapsody” e “Green Book: O Guia” foram os grandes vencedores do Globo de Ouro

Nas categorias dramáticas, o vencedor foi "Bohemian Rhapsody". (Foto: Divulgação)

Na celebração do Globo de Ouro 2019, no domingo (06), “Green Book: O Guia”, com três prêmios, e “Bohemian Rhapsody”, com dois, foram os grandes vencedores da noite. “Roma”, ganhador de outras duas categorias importantes, também foi destaque.

Com apresentação de Sandra Oh, que ganhou como melhor atriz de série dramática por “Killing Eve”, e Andy Samberg (“Brooklyn Nine-nine”), a cerimônia aconteceu no Hotel Beverly Hilton, em Los Angeles (EUA).

Promovida pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla original), a disputa tradicionalmente dá largada na temporada de prêmios. Há categorias dedicadas a produções para cinema e para TV.

Equilíbrio no cinema

A noite foi marcada por um grande equilíbrio tanto no cinema quanto na TV. Nenhuma produção ganhou mais de três prêmios.

O ganhador em estatuetas foi “Green Book: O Guia”. Ao contar a história de um pianista de jazz negro fazendo turnê pelo Sul dos Estados Unidos nos anos 1960 acompanhado de um guarda-costas branco, o filme conquistou as categorias de melhor comédia ou musical, melhor roteiro e melhor ator coadjuvante (Mahershala Ali).

Já nas categorias dramáticas, o vencedor foi “Bohemian Rhapsody”. O filme sobre Freddie Mercury e o Queen foi o escolhido como melhor filme dramático e teve o melhor ator de drama. Em seu discurso, Rami Malek dedicou o prêmio ao cantor: “Freddie, isso é para você”.

Mas as coisas poderiam ser diferentes. “Roma” ganhou outras duas estatuetas como melhor filme de língua estrangeira e melhor diretor para o mexicano Alfonso Cuarón. A história de um empregada doméstica nos anos 1970 na Cidade do México ficou de fora das categorias principais, já que uma regra da premiação não permite a presença de filmes gravados em outros idiomas.

Christian Bale foi o vencedor como melhor ator em comédia ou musical por “Vice”, com direito a um discurso bem-humorado sobre como foi inspirado por Satanás para interpretar o antigo vice-presidente dos EUA Dick Cheney. A melhor atriz do gênero foi Olivia Colman, por “A favorita”.

Uma das grandes surpresas da noite foi o prêmio de melhor atriz dramática para Glenn Close, por “A Esposa”. A atriz veterana deu um discurso emocionado, que levou grande parte dos convidados às lagrimas, após ganhar de Lady Gaga (“Nasce uma Estrela”) e de Melissa McCarthy (“Poderia Me Perdoar?”).

Outra que emocionou os colegas foi Regina King. Ao ganhar como melhor atriz coadjuvante por “Se a Rua Beale Falasse”, ela foi ovacionada ao prometer que todas as suas produções dali em diante teriam equipes compostas 50% por mulheres.

Com cinco indicações, “Nasce uma Estrela” só não passou em branco ao levar o prêmio de melhor canção original, com “Shallow”, interpretada por Lady Gaga e Bradley Cooper. A cantora subiu ao palco com Mark Ronson, um dos autores da música, para agradecer o prêmio.

Entre as animações, a Sony conseguiu quebrar a hegemonia da Disney e da Pixar ao derrotar as duas com “Homem-Aranha no Aranhaverso”. O grande homenageado da noite com o prêmio Cecil B. Demille de conjunto da carreira foi Jeff Bridges. O ator já tinha ganhado um prêmio em 2010 por sua atuação em “Coração Louco”, e indicado outras quatro vezes.

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