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Boletos de qualquer valor, mesmo vencidos, já podem ser pagos em qualquer banco no País

Mudança vinha sendo feita gradualmente e agora inclui faturas de cartão de crédito e de doações. (Foto: Reprodução)

Boletos de qualquer valor, inclusive vencidos, podem ser pagos em qualquer banco ou correspondente bancário a partir deste sábado (10), por meio da nova plataforma de cobrança da Febraban (Federação Brasileira de Bancos). A mudança vem sendo feita gradualmente desde agosto.

Esta nova fase inclui boletos de qualquer tipo, incluindo faturas de cartão de crédito e doações, entre outros. Segundo a Febraban, cerca de 40% dos boletos desses tipos têm em comum a característica de que o valor a ser pago pode não ser exatamente o que consta no boleto.

Os clientes com boletos sem registro na plataforma e que forem rejeitados deverão procurar o emissor do boleto para quitar o débito ou solicitar seu cadastramento no sistema. De acordo com a Febraban, a mudança impacta 4 bilhões de boletos processados anualmente em todo o País.

Rastreamento por CPF

Segundo a Febraban, além do pagamento em qualquer agência bancária, a nova plataforma permite a identificação do CPF do pagador, facilitando o rastreamento das cobranças. Se os dados do boleto coincidirem com o sistema, a operação é validada.

Se houver divergência, o pagamento do boleto não será autorizado e o consumidor poderá pagar exclusivamente no banco que emitiu a cobrança, que tem condições de fazer as checagens necessárias, diz a entidade.

No modelo anterior, nem todos os boletos são registrados em uma base centralizada. Por isso, os emissores dos boletos devem registrá-los no seu banco de relacionamento, com as informações necessárias.

Todos os boletos enviados aos consumidores devem conter necessariamente o nome e o CPF do pagador, como determina o Banco Central, além de data de vencimento e valor do pagamento e autorização do cliente para que enviem a cobrança à residência.

Vantagens

Segundo a Febraban, outro benefício da nova plataforma é uma maior transparência nos pagamentos, melhorando a gestão de recebimentos das empresas, uma vez que as condições da operação negociadas com os consumidores serão preservadas. Além disso, o comprovante de pagamento é mais completo, apresentando todos os detalhes do boleto, (juros, multa, desconto, etc) e as informações do beneficiário e pagador.

A nova plataforma também cruza informações para evitar inconsistências de pagamento, identificação do CPF do pagador do boleto para controle de lavagem de dinheiro e mais transparência na relação com o consumidor, de acordo com a Febraban.

Lucro dos bancos

Em plena recessão no País, o lucro líquido dos quatro maiores bancos brasileiros com ações na Bolsa totalizou R$ 17,47 bilhões no terceiro trimestre deste ano. O valor representa uma alta de 28,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre de 2018, a soma dos lucros do Itaú, do Banco do Brasil, do Bradesco e do Santander teve alta de 3,5%.

Segundo dados da Economatica, trata-se do maior lucro consolidado nominal (sem considerar a inflação) em 12 anos. O levantamento considera os demonstrativos financeiros contábeis disponibilizados pelas instituições trimestralmente desde o final de 2006, início da série disponibilizada pelo Santander na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Ajustado pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, o lucro consolidado dos quatro bancos no terceiro trimestre foi o maior desde o segundo trimestre de 2015 (R$ 20,5 bilhões ou R$ 17,34 bilhões em termos nominais).

Segundo os balanços divulgados pelos bancos, o aumento dos lucros foi impulsionado pelo crescimento das receitas com tarifas e prestação de serviços, menores despesas com provisões para calotes e menor custo do crédito. O maior lucro no terceiro trimestre de 2018 foi o do Itaú, com R$ 6,247 bilhões – um crescimento de 2,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O Bradesco teve lucro líquido de R$ 5,009 bilhões, o que representa uma alta de 73,7% na comparação com o terceiro trimestre de 2017. O Banco do Brasil reportou lucro líquido de R$ 3,175 bilhões, alta de 11,78% na comparação anual. Já o Santander teve lucro líquido de R$ 3,039 bilhões, um crescimento de 2,2%. Historicamente, o setor bancário é o que registra os maiores ganhos entre as empresas de capital aberto no País.

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