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Bolsonaro acusou Fernando Haddad de tentar “dividir o Brasil” ao criticar o líder da Igreja Universal

Apoiador de Bolsonaro, Edir Macedo (foto) foi chamado de "charlatão" pelo candidato do PT. (Foto: Reprodução)

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, nesse sábado, que o seu adversário no segundo turno, Fernando Haddad (PT), tentou dividir o Brasil ao criticar o Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, que apoia a candidatura do ex-capitão do Exército. Ele também voltou a garantir que é “escravo” da Constituição Federal de 1988 e prometeu propor um novo modelo de urna eletrônica.

“A última divisão por parte do Haddad foi uma crítica aos evangélicos. Ele usou uma figura de uma autoridade do meio evangélico. Nós temos que unir a todos, não interessa a religião, cor de pele, opção sexual”, afirmou Bolsonaro, em referências a críticas do petista . A Universal rebateu em nota as declarações do candidato.

O presidenciável do PSL voltou a comentar a escalada de casos de violência motiva por disputas políticas. “Lamento essas agressões. Gostaria que elas parassem”, afirmou Bolsonaro. ” Apelo a todos do Brasil que deixem as paixões de lado. Não estamos disputando um Fla-Flu.”

Debates “sem interferência”

Bolsonaro disse também que concorda em ir a debates “sem interferência externa”, referindo-se à suposta influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de Haddad. Ele afirmou ainda que num governo petista quem escolheria os ministros seria Lula.

“Se for debate só eu e ele [Haddad], sem interferência externa [de Lula], eu topo comparecer. Estou pronto para debater; tem que ser sem participação de terceiros”, disse, em meio a uma gravação de programas eleitoral na casa do empresário Paulo Marinho, no Jardim botânico, bairro nobre da Zona Sul do Rio de Janeiro.

“Se Haddad vencer, quem vai escalar time de ministros será o Lula. Não adianta ele ter boas propostas se vai ter indicação política”, continuou. “O mais importante é ter independência para escalar um time de ministros componentes.”

Entenda o caso

Na sexta-feira, em entrevista após participar de uma missa católica na Zona Sul de São Paulo, por ocasião do feriado de Nossa Senhora Aparecida, Haddad criticou o apoio de Edir Macedo ao candidato do PSL: “Bolsonaro é o casamento do neoliberalismo desalmado representado pelo economista Paulo Guedes, que corta diretos trabalhistas e sociais, com o fundamentalismo charlatão do Edir Macedo”.

A cúpula da Igreja Universal reagiu no mesmo dia, por meio de nota: “Com sua fala criminosa, o ex-prefeito de São Paulo desrespeita não apenas os mais de 7 milhões de adeptos da Universal apenas no Brasil, mas todos os brasileiros católicos e evangélicos que não querem a volta ao poder de um partido político que tem como projeto a destruição dos valores cristãos”.

“Quando o Bispo Edir Macedo apoiou o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula, o apoio era muito bem-vindo. Agora, quando o líder espiritual da Universal declara que seu candidato é Jair Bolsonaro, o bispo Macedo deve ser ofendido de forma leviana?”, questionou o comunicado.

Empenhado em fazer um aceno ao eleitorado religioso, Haddad já havia participado na quinta-feira de um encontro com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Durante a missa da manhã desta sexta, discutiu com uma fiel, segundo a qual o petista não poderia participar da comunhão por ser “um abortista”. “Eu sou neto de um líder religioso”, respondeu o candidato e emendou: “Você deve ser ateia.”

Ao conversar com jornalistas, a mulher não quis se identificar e disse que a presença de Haddad no local era um sacrilégio. “A Igreja Católica não permite. Ele é um abortista, não tinha que estar aqui dentro”, afirmou. Durante a missa e após a cerimônia, a mulher fez filmagens, transmissões ao vivo pelo celular para uma rede social e disse que iria “denunciar” o ato.

Após a cerimônia, Haddad fez um discurso em frente à igreja pedindo apoio dos fiéis. “Nunca deixei de olhar todo mundo. Todo mundo é igual, ninguém é melhor do que ninguém”, disse.

Questionado sobre os ataques de Bolsonaro acusando a criação de um “kit gay” para ser distribuído nas escolas, Haddad retrucou: “É um grandessíssimo mentiroso. Porque ele não me enfrenta e pergunta isso num debate? É uma mentira deslavada de quem não tem projeto para o País, a não ser armar as pessoas para que elas se matem”.

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