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Bolsonaro anunciou os nomes de três ministros de seu governo, se vencer a eleição

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) é cotado para a Casa Civil. (Foto: Ananda Borges/Câmara dos Deputados)

Nessa quinta-feira, o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, anunciou os nomes de três ministros para o seu governo, caso vença Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições, no fim do mês. São eles Onyx Lorenzoni (reeleito deputado federal pelo DEM-RS) para Casa Civil, o general Augusto Heleno para a pasta da Defesa e o economista Paulo Guedes para a Economia.

“Ainda não temos nomes para outros ministérios, até porque precisamos esperar com prudência o dia 28 de outubro, onde podemos ter a certeza de fazer um anúncio”, declarou o presidenciável, ao lado de apoiadores. O candidato do PSL aparece com 58% dos votos válidos na primeira pesquisa do instituto Datafolha para o segundo turno, divulgada na quarta-feira.

Em sua primeira entrevista após o primeiro turno, ele iniciou o discurso agradecendo a Deus por sobreviver ao atentado de Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro, quando recebeu uma facada durante ato de campanha.

O candidato à vice-presidência, general Hamilton Mourão, e o assessor econômico Paulo Guedes não participaram da coletiva, que aconteceu em menos de meia hora em uma sala reservada do hotel Windsor Barra, na Barra da Tijuca (Zona Oeste) do Rio de Janeiro, onde Bolsonaro mora em em um condomínio quando não está em Brasília.

Em uma entrevista recente, o presidenciável afirmou que evitará que os dois tenham contato com a imprensa, por não terem “traquejo”.

Repórter hostilizada

Por cerca de 15 minutos, Bolsonaro falou abertamente, em seguida, permitiu que a imprensa fizesse algumas poucas perguntas. Apesar do grande número de representantes da imprensa presentes, para poucos foi dada oportunidade de questionar o candidato.

Primeira inscrita da imprensa nacional para as perguntas ao presidenciável, uma repórter da “Folha de S.Paulo” foi vaiada e hostilizada por apoiadores de Bolsonaro que cercaram a imprensa durante a coletiva. Foi preciso que o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, pedisse respeito para permitir que a repórter se manifestasse.

“Valorizaremos a família e vamos fazer negócio com o mundo todo sem viés ideológico. Vamos jogar pesado na questão de segurança. Garantiremos sim a liberdade de imprensa, não tem aquela história de controle social. Vamos garantir o legítimo direito à defesa do cidadão. Falta pouco para começarmos a mudar o nosso Brasil”, discursou Bolsonaro.

O candidato disse ainda que vai valorizar a pesquisa tecnológica e que vai “garantir o legítimo direito à defesa do cidadão”, referindo-se ao direito ao porte de arma. “Queremos que a imprensa seja independente e tenha responsabilidade no que escreve”, complementou.

Bolsonaro ainda se posicionou sobre a morte do capoeirista baiano Romualdo Rosário da Costa, 63, conhecido como Moa do Katendê, assassinado nesta semana por um admirador. “Não podemos admitir crime nenhum; se foi uma pessoa que votou em mim, dispensamos esse tipo de voto. Quem quer que seja, cometeu um crime, tem que pagar”, afirmou.

O candidato ainda negou que seja de extrema direita e que tenha contratado o marqueteiro de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para sua campanha. “Nós não temos recursos para pagar campanha”, disse o candidato.

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