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Bolsonaro comete ato falho e diz que é vítima daquilo que ele prega

Bolsonaro durante uma transmissão ao vivo no Facebook. (Foto:Reprodução/Facebook)

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, cometeu um ato falho na entrevista à rádio CBN, veiculada na noite de quinta-feira (11). Ao fazer um discurso contra os votos de pessoas que cometem violência contra adversários dele, Bolsonaro disse que é vítima do clima de polarização do País. “Sou vítima daquilo que prego”, afirmou.

O candidato voltou a se esquivar da responsabilização dele sobre ataques que teriam sido cometidos por apoiadores dele, como o assassinato do mestre de capoeira Moa do Katendê. “Foram 48 milhões de pessoas que votaram em mim, você quer que eu me responsabilize por elas?”, questionou. “Me desculpa, quem levou a facada foi eu. Lamento isso aí (atos de violência). Condenar, condeno sim.”

Programa eleitoral

No primeiro programa eleitoral de Bolsonaro, Haddad foi chamado de “boneco de Lula”, e declarações de pessoas procuram afastar as acusações de racista e machista de Bolsonaro. “Sou mulher e negra. PT nunca mais. A nossa bandeira é verde e amarela”, afirma uma apoiadora do deputado federal. Na parte final, Bolsonaro é apresentado ao eleitor e reforça a questão feminina, com a repetição do relato emocionado de uma reversão de vasectomia para que pudesse ter uma filha, Laura, a única mulher após quatro homens.

Todas as inserções do deputado têm pesadas críticas ao rival, a Lula e ao PT. Em uma das peças, o locutor diz que o Brasil tem dois caminhos, a direita e a esquerda, a quem acusa de querer liberar a maconha e o aborto -plataformas que Haddad não abraça. A Lava-Jato é amplamente explorada, assim como as visitas do adversário ao ex-presidente que está preso em Curitiba.

Debate

Já o candidato do PT a presidente, Fernando Haddad, afirmou na noite desta quinta-feira em entrevista à rádio CBN, que não crê que seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), participe de algum debate na TV. Para Haddad, a ausência de Bolsonaro não se dará por questões médicas, mas por falta de propostas. “Ele não tem plano para o País”, disse.

Haddad, embora tenha admitido ser leigo em medicina, afirmou que não entende como alguém é capaz de dar várias entrevistas a jornalistas ao longo da campanha e não conseguir reservar duas horas para um debate com outro candidato. “Até porque uma entrevista também é um debate”, disse.

O petista afirmou também que, durante a campanha, vai “desarmar a bomba-relógio que seria a eleição” de Bolsonaro. “Nosso projeto é melhor que o dele, se é que ele tem projeto. Não conheço suas propostas, a não ser a de armar a população para promover mais violência”, disse.

Haddad disse ainda que, em eventual governo dele, a Polícia Federal, o Ministério Público e o poder Judiciário vão continuar trabalhando. Em resposta ao envolvimento do PT em escândalos de corrupção, o candidato disse que o partido não foi o único punido. “O PSDB também foi punido, o Geraldo Alckmin candidato tucano a presidente no primeiro turno teve menos de 5% dos votos”, disse.

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