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Bolsonaro contesta reportagem sobre gastos do governo com publicidade

O presidente da República disse que a matéria é mais uma "fake news" sobre o governo. (Foto: Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro contestou uma reportagem do site UOL publicada pelo jornal Folha de S.Paulo na segunda-feira (15) sobre o aumento dos gastos do governo federal com publicidade.

Em uma rede social nesta terça-feira (16), Bolsonaro compartilhou um vídeo de um telejornal da BandNews e escreveu: “Mais uma Fake News da Folha de São Paulo sendo desconstruída. Uma boa tarde a todos!”.

O levantamento do UOL, com base em dados da Secom (Secretaria de Comunicação), apontou que pagamentos com publicidade do governo federal cresceram 63% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2018, indo de R$ 44,5 milhões para R$ 75,5 milhões. Os valores são referentes a despesas contratadas na gestão de Michel Temer (MDB).

Em nota divulgada na segunda-feira, a Secom contestou os números, afirmando que o governo Bolsonaro reduziu em 60% o valor referente às veiculações de mídia no primeiro trimestre em relação aos três primeiros meses do ano passado.

Segundo a nota, o governo Bolsonaro autorizou a veiculação de R$ 13,3 milhões, enquanto a gestão Temer autorizou o pagamento de R$ 33 milhões no mesmo período.

Os dados do levantamento do UOL tiveram como base os pagamentos feitos pela Secom. Esses dados são compilados em um site alimentado pelo governo. Ele não inclui os gastos em publicidade feitos por ministérios e pelas empresas estatais, cujos dados são armazenados em diferentes locais.

Esses valores são referentes aos gastos do órgão com o pagamento de agências de publicidade, pesquisas de opinião pública, comunicação digital e repasses a veículos de comunicação em todo o Brasil. Corrigindo os números pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que no período variou 4,2%, chega-se a um aumento de 63% entre um ano e outro.

Imprensa

Os cem dias do governo de Jair Bolsonaro foram de uma nova rotina na cobertura do Poder Executivo pela imprensa. A começar pelo método adotado para divulgar dados relevantes da gestão e as manifestações do próprio presidente. Até então, Brasília estava acostumada a um modelo de anúncio de informações por meio de notas oficiais e declarações do próprio chefe do Executivo em discursos ou entrevistas.

O general Otávio Rêgo Barros assumiu, como porta-voz, a tarefa de transmitir boletins no Palácio do Planalto e de responder a perguntas dos repórteres.  Bolsonaro, no entanto, manteve a sua prática de campanha de se manifestar, diariamente, nas redes sociais. E por motivos variados: para anunciar medidas, demitir e nomear ministros, comentar reportagens (sobretudo as negativas, alvo de críticas por parte dele) e gerar polêmicas, como a do “golden shower”, em que publicou no Twitter um vídeo obsceno no carnaval.

Diante de um comportamento inédito para um presidente, houve uma mudança no modo de cobertura jornalística em Brasília. As contas das redes sociais dele passaram a ser, pela primeira vez na história, fontes de informações, exigindo um monitoramento em tempo real de suas atividades.

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