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Bolsonaro conversa nesta terça com o seu ministro da Justiça, Sérgio Moro, sobre vazamentos da Lava-Jato

A fala de Bolsonaro vai na contramão da articulação construída pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. (Foto: Reprodução de TV)

O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, afirmou no início da noite desta segunda-feira (10) que o presidente Jair Bolsonaro não vai se pronunciar sobre o conteúdo das mensagens trocadas pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, com o procurador Deltan Dallagnol, divulgadas no domingo (09) pelo site de notícias The Intercept.

Questionado se seria o caso de renúncia do ministro, Rêgo Barros respondeu que “jamais foi tocado nesse assunto”.  Ele afirmou ainda que Bolsonaro vai aguardar o retorno do ex-juiz federal a Brasília para conversar pessoalmente sobre o que chamou de “vazamento de informações sobre a Operação Lava-Jato”. Ainda de acordo com o porta-voz, o encontro deve acontecer nesta terça-feira (11). Moro viajou na manhã desta segunda para cumprir agenda em Manaus (AM).

Rêgo Barros disse que Bolsonaro fez contato com o ministro, mas não tratou com profundidade do episódio. Questionado se o presidente leu as reportagens e mensagens divulgadas pelo The Intercept, o porta-voz disse que desconhecia essa informação.

O site de notícias publicou mensagens atribuídas a Dallagnol e a Moro, que indicam que os dois combinaram atuações na Operação Lava-Jato. A reportagem cita ainda mensagens que sugerem dúvidas dos procuradores sobre as provas para pedir a condenação de Lula no caso do triplex em Guarujá (SP), poucos dias antes da apresentação da denúncia.

As conversas tornadas públicas sugerem também que os procuradores teriam discutido uma maneira de barrar a entrevista do ex-presidente autorizada por um ministro do Supremo Tribunal Federal, antes do primeiro turno da eleição. Moro e Dallagnol negam irregularidades e denunciam invasão ilegal de suas comunicações.

OAB

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) recomenda o afastamento temporário de suas funções do ministro da Justiça, Sérgio Moro, do coordenador da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba (PR), Deltan Dallagnol, e dos demais procuradores da República citados na série de reportagens do site The Intercept Brasil até o encerramento das investigações sobre o vazamento da troca de mensagens.

Em nota divulgada nesta segunda, o Conselho Federal da entidade defende “investigação plena, imparcial e isenta” diante da “gravidade dos fatos” e do que chama de “possível relação de promiscuidade” na condução de ações penais no âmbito da Lava-Jato.

“A íntegra dos documentos deve ser analisada para que, somente após o devido processo legal – com todo o plexo de direitos fundamentais que lhe é inerente –, seja formado juízo definitivo de valor”, diz o texto.

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