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Bolsonaro critica o IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e contesta a taxa de desemprego

Para o presidente, o índice de desemprego "não mede a realidade" e "engana" a população. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar na segunda-feira (01) a metodologia empregada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para medir o desemprego no País. Em entrevista à RecordTV, o presidente afirmou que a forma de se verificar a desocupação no Brasil não corresponde à realidade. “Com todo respeito ao IBGE, essa metodologia, em que pese ser aplicada em outros países, não é a mais correta. Tenho dito aqui, fui muito criticado, volto a repetir, não interessam as críticas. Tem de falar a verdade”, afirmou.

“Como é feita hoje em dia a taxa? Leva-se em conta quem está procurando emprego. Quem não procura emprego, não está desempregado. Então, quando há uma pequena melhora, essas pessoas que não estavam procurando emprego, procuram, e, quando procuram e não acham, aumenta a taxa de desemprego. É uma coisa que não mede a realidade. Parecem índices que são feitos para enganar a população.”

Segundo o presidente, “é fácil ter a metodologia precisa no tocante à taxa de desemprego. É você ver dados bancários, dados junto à Secretaria de Trabalho, quantos empregos geramos a mais ou a menos no mês”, reforçou. Na última sexta-feira (29), o IBGE divulgou que a taxa de desemprego no Brasil subiu para 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 13,1 milhões de pessoas. De acordo com o instituto, a alta representa a entrada de 892 mil pessoas na população desocupada.

O total da população subutilizada – grupo que inclui desocupados, quem trabalha menos de 40 horas semanais e os disponíveis para trabalhar, mas que não conseguem procurar emprego – é recorde (27,9 milhões) e o número de 4,9 milhões de desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego, também é o maior da série.

Na própria sexta-feira, Bolsonaro já havia tuitado sobre o melhor saldo para fevereiro de empregos com carteira assinada, medido pelo Caged, dos últimos cinco anos. “Já o levantamento trimestral divulgado pelo IBGE parte de dezembro de 2018, período no qual é comum o saldo negativo”, escreveu o presidente. “Para comparar, em relação a fevereiro do ano passado, o saldo de novos empregos foi quase três vezes maior”, destacou em outro tuíte na sexta-feira, ainda sobre o Caged.

Crítica antiga

Em outubro do ano passado, Bolsonaro já havia classificado a metodologia de cálculo de desemprego do IBGE como “farsa”. À época, na condição de presidente eleito, ele disse à TV Bandeirantes que pretendia mudar a metodologia da entidade para calcular a taxa de desemprego porque os beneficiários do Bolsa Família são contabilizados como empregados. Como resposta, o IBGE divulgou nota oficial na qual afirmava que o levantamento segue padrões internacionais. O instituto também esclareceu informações incorretas de Bolsonaro, uma vez que beneficiários do Bolsa Família não são considerados empregados.

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