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Bolsonaro disse que a indicação do novo procurador-geral da República vai surpreender

“Se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine”, disse Bolsonaro. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou a um grupo próximo de parlamentares que só indicará o novo procurador-geral da República nos 48 minutos do segundo tempo — ou seja, perto do fim do mandato de Raquel Dodge, que vai até setembro.

Ele disse ainda que já está 90% definido e que as pessoas terão uma surpresa com o nome que vai escolher para comandar a PGR (Procuradoria-Geral da República). Bolsonaro, no entanto, é considerado imprevisível e pode antecipar a indicação.

Os candidatos ao cargo se movimentam para cair nas graças de Bolsonaro. O subprocurador-geral Augusto Aras, por exemplo, ganhou o apoio do ex-deputado federal Alberto Fraga, que liderava a bancada da bala no Congresso.

Aras já esteve com Bolsonaro, com os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O subprocurador Paulo Gonet, católico e conservador, tem o apoio de Walton Alencar Rodrigues, ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) e amigo do presidente.

Contas

O próximo procurador-geral da República, que assumirá em setembro, quando termina o mandato de Raquel Dodge, deverá encontrar dificuldades para fechar as contas do MPF (Ministério Público Federal) neste ano.

Em março, a própria gestão Dodge calculou que faltariam R$ 100,4 milhões para pagar despesas discricionárias (não obrigatórias) dos últimos três meses do ano sem estourar o teto de gastos. O orçamento total do MPF para 2019 é de R$ 4,1 bilhões.

O possível déficit alarmou os chefes das Procuradorias nos Estados, que em abril enviaram à PGR um ofício apontando desequilíbrio nas contas e cobrando “organização por parte do poder central”.

“Mantido o atual cenário, impossibilidade de realizar pagamentos, relativos ao custeio básico, nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2019, poderia acarretar a paralisação das unidades [nos Estados]”, escreveram 28 procuradores de todo o País.

Além disso, as despesas discricionárias cresceram a partir de maio, sobretudo com terceirizados, e a PGR assinou grandes contratos na área de tecnologia — motivando, nos bastidores, novas críticas de procuradores, que consideraram o momento impróprio para abrir a torneira dos gastos.

A PGR informou que há medidas em andamento para diminuir o déficit previsto. “Não é possível precisar neste momento qual é o valor atual de eventual déficit no limite de pagamento, no entanto é possível afirmar que já é um número bem menor que o projetado em março. Não faltará valor algum”, afirmou, em nota.

 

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