Domingo, 26 de Janeiro de 2020

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CAD1 Bolsonaro disse que não comerá carne no Japão até que o mercado seja aberto a produtos brasileiros

O presidente reafirmou que a qualidade da carne brasileira é superior à de outras exportadas. (Foto: Carolina Antunes/PR)

Avesso a peixe cru e outras refeições típicas japonesas, o presidente Jair Bolsonaro acabou o primeiro dia de viagem à Ásia em uma lanchonete de Tóquio. Em tom de brincadeira, disse que não vai comer carne no país enquanto os japoneses não abrirem seu mercado para suínos e bovinos do Brasil. Na última vez em que esteve no Japão, Bolsonaro foi a uma churrascaria.

O comentário faz parte da ofensiva do governo para abrir e expandir o mercado aos produtos agropecuários. Segundo Bolsonaro, o esforço tem sido feito há alguns meses, sob o comando da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e com apoio dos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Paulo Guedes (Economia).

Durante passeio pelas ruas de Tóquio nesta segunda-feira (21), o presidente reafirmou que a qualidade da carne brasileira é superior à de outras exportadas para o continente asiático, citando como exemplo a australiana. E voltou a convidar os japoneses a comerem, por sua conta, em churrascarias do Brasil.

A caminho do santuário xintoísta Meiji, Bolsonaro falou sobre a possibilidade de o Brasil exportar também cachaça. O comentário foi feito ao se deparar com um corredor do parque japonês repleto de barris de vinho e de saquê. “Mas se o (ex-presidente) Lula não conseguiu (exportar cachaça)…”, ironizou.

Após a caminhada por Tóquio, que durou cerca de duas horas, Bolsonaro confessou que não é fã da comida japonesa: “Peixe só se for frito”. Aos auxiliares, disse que queria procurar um “podrão” para jantar.

Exploração da Amazônia

Pouco depois de chegar ao Japão, onde participará da cerimônia de entronização do imperador Naruhito, nesta terça (22), o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a exploração da Amazônia.

“Tem que ser explorada, não abro mão disso”, afirmou o presidente a jornalistas, para quem os cerca de 20 milhões de pessoas que moram na região não podem ficar isolados, sem acesso a iniciativas de desenvolvimento econômico.

Bolsonaro também comentou os conflitos no Chile que pressionam o presidente Sebastian Piñera, que, nesta segunda, disse que o país “vive uma guerra”.

“Tudo o que acontece na América do Sul a gente se preocupa”, afirmou o brasileiro. “O Piñera me apoiou muito no último G7”, completou, referindo-se ao período em que protagonizou uma troca de farpas com o presidente da França, Emmanuel Macron, sobre as queimadas na região amazônica. Na volta do G7, Piñera visitou Bolsonaro no Palácio da Alvorada.

 

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