Sábado, 25 de Janeiro de 2020

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Brasil Bolsonaro diz que embaixador é “cartão de visitas” e volta a defender a indicação do filho Eduardo para a embaixada brasileira em Washington

Bolsonaro fala que tem ‘certeza’ que Senado vai aprovar nome do filho para ocupar posto em Washington. (Foto: Reprodução/Twitter)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (18), durante a cerimônia que marcou os 200 dias do seu governo, que o trabalho de um embaixador é ser um “cartão de visitas”. A declaração foi dada em discurso no qual defendeu a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), um dos seus filhos, para embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

Bolsonaro disse que o filho tem proximidade com a família do presidente norte-americano Donald Trump e usou o presidente argentino Mauricio Macri como exemplo hipotético das facilidades que essa proximidade poderia proporcionar.

“O trabalho de quem é embaixador, um dos mais importantes, é ser cartão de visitas. E eu falei com a imprensa esse dia: imagina se o Macri tivesse um filho embaixador aqui. Uma ligação para mim. Eu atenderia agora ou pediria ao ajudante de ordem para marcar uma data futura? Atenderia agora”, declarou.

Bolsonaro disse que, quando viveu nos Estados Unidos, o filho fritou hambúrguer e entregou pizza como forma de se manter. “Meu filho Eduardo ia sair do Brasil. Estimulei. Qual pai quer que um filho saia? Prestou um concurso, passou para a PF, já falava inglês e espanhol. Enquanto aguardava o recrutamento, ele fez intercâmbio, ficou seis meses nos Estados Unidos. Ele queria que eu pagasse a sua estadia para aperfeiçoar seu inglês. Eu falei não. Primeiro, que para mim pesa. Ele foi para fritar hambúrguer e entregar pizza”, afirmou.

Depois de se referir ao filho, Bolsonaro se dirigiu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que participava da cerimônia, e afirmou: “Essa possível indicação, Davi Alcolumbre, passa por vocês”.

Bolsonaro disse não acreditar que Eduardo venha a ser reprovado na sabatina da Comissão de Relações Exteriores do Senado, uma das etapas exigidas para se confirmar um embaixador.

“Agora, meus senhores, vamos supor em um caso hipotético, Davi, eu não acredito nisso, até porque a sabatina vai ser feita com rigor, tenho certeza disso, e ele vai ser aprovado”, declarou.

Reações

Desde que Bolsonaro anunciou a decisão de indicar o filho para a embaixada, políticos, diplomatas e integrantes do meio jurídico têm criticado a medida.

Na quarta-feira (17), por exemplo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou que não indicaria um filho para o cargo de embaixador, embora tenha dito que Bolsonaro tem esse “direito”.

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