Últimas Notícias > Capa – Caderno 1 > Iniciadas as obras de revitalização do trecho 3 da orla do Guaíba

Bolsonaro diz que não pretende sair do PSL “de livre e espontânea vontade”

Bolsonaro afirmou ter feito uma "reclamação do bem" sobre o partido. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (09) que não pretende sair do PSL “de livre e espontânea vontade”. A possibilidade de Bolsonaro deixar a legenda é cogitada há meses, mas aumentou na terça-feira (08) após ele dizer para um apoiador “esquecer” o PSL” e afirmar que o presidente do partido, Luciano Bivar, está “queimado para caramba”. Bolsonaro alegou que Bivar tem o “direito” de expulsá-lo do PSL, mas ressaltou que uma eventual expulsão faria o PSL “murchar”.

“Comigo fora da legenda, a tendência do PSL é murchar. Se eu sair, é natural que muita gente saia também”. “O rapaz falou que era candidato a vereador. Se começar a vincular nome a partido, à minha imagem, pode ter problema de campanha antecipada. Ninguém tem que se antecipar como candidato, cria ciúmes. Quando falei que ele [Bivar] estava queimado, é que ele não está bem no estado dele Bolsonaro disse ter feito uma “reclamação do bem” sobre o funcionamento do PSL e afirmou querer que o partido funcione:

“Não integro a Executiva, só estou filiado ao partido, mais nada. Essas são as reclamações. Eu não quero esvaziar o partido. Quero que funcione. O PSL caiu do céu para muita gente, inclusive para o Bivar. O que faço é uma reclamação do bem. O partido tem que funcionar, tem que ter a verba distribuída, buscar solucionar os problemas nos diretórios. Todo partido tem problema. O presidente, o tesoureiro, eles têm que solucionar isso”.

Preocupação com eleições

Bolsonaro demonstrou preocupação com a falta de planejamento do PSL para as eleições municipais de 2020: “Vamos começar campanha para prefeito, sem o partido dizer a que veio”, disse, acrescentando: “Cada estado tem que ter um comandante. Tem que se organizar, ter um compliance. Investir fundo partidário”.

O presidente reclamou de alguns “espertalhões” que “queimaram a largada” das eleições: “A gente está bem politicamente. A gente pode fazer muitos prefeitos. Mas alguns da liderança não estão enxergando isso. Ficam olhando para o próprio umbigo. O partido pega um pouco mais de R$ 8 milhões por mês. Pelo que sei, posso estar equivocado, nem todos os diretórios recebem isso todo mês. Como fica para 2020 as eleições municipais? Alguns espertalhões queimam a largada. A tendência é não dar certo”.

Bolsonaro disse que o PSL tem “excelentes parlamentares”, mas ressaltou que a Executiva “tem que mostrar que é diferente” e criticou a “vaidade” de membros do partido, sem mencionar nomes:

“A bancada é coisa pra burro. Tem que deixar a vaidade de lado, a arrogância, a petulância de alguns… É só anular isso daí. Não existe prazer maior que ver o meu partido votando coisa séria, todo mundo se comunicando, conversando. A gente quer o bem do país. Não podemos entrar numa linha de ser um partido que já tem alguns hábitos. Temos excelentes parlamentares…Mas não é tanto os parlamentares, é a Executiva que tem que mostrar que é diferente”, disse. As informações são do site O Antagonista.