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Bolsonaro diz que o Brasil poderá não mudar embaixada para Jerusalém, mas abrir um escritório de negócios

Bolsonaro vai se encontrar com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (28) que o governo brasileiro poderá abrir um escritório de negócios em Jerusalém, em vez de transferir a embaixada em Israel para a cidade, como chegou a anunciar mais de uma vez.

“Talvez abramos agora um escritório de negócios em Jerusalém”, disse o presidente ao ser questionado se trataria sobre a possível mudança da embaixada durante a viagem que fará a Israel na semana que vem.

O aparente recuo em relação à mudança da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém – um assunto sensível na região e que desagrada aos países árabes, grandes importadores de carne de aves do Brasil – vem com a resistência dos militares do governo e da equipe econômica, que teme as consequências para as exportações brasileiras.

Bolsonaro não descartou totalmente a transferência da embaixada ao lembrar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levou nove meses para tomar a decisão final de mudar a embaixada norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém. Apesar de ter falado seguidas vezes, antes de tomar posse, que faria a mudança, desde que assumiu a Presidência Bolsonaro passou a ser mais cuidadoso com o assunto. Ao contrário, o tema foi quase esquecido dentro do governo.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, chegou a dizer para a agência Reuters acreditar que o tema iria “para as calendas”. Além disso, mesmo com a viagem a Israel próxima, uma fonte do Itamaraty contou que não há nenhuma instrução desse tipo aos diplomatas.

A hipótese da abertura de um escritório de negócios em Jerusalém surgiu no próprio Itamaraty. Foi apresentada pelos diplomatas ao governo como uma alternativa menos drástica e que não desagradaria aos países árabes.

Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) vai acompanhar o pai, o presidente Jair Bolsonaro, na viagem a Jerusalém, em Israel, nos próximos dias. O senador informou ao Senado que o convite partiu “do presidente da República do Brasil e da Organização Médica Hadassah”.

Envolvido em uma investigação por supostas movimentações atípicas em suas contas, o parlamentar tem buscado atuar discretamente como senador. Essa, por exemplo, é a primeira vez que ele vai viajar ao lado do pai em uma missão oficial ao exterior. Em dezembro, a imprensa revelou que um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontou movimentações atípicas nas contas de Flávio.

O senador solicitou “licença para desempenhar missão política ou cultural de interesse parlamentar, sem ônus para o Senado Federal” em Jerusalém. O pedido foi autorizado pelo 1º vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Irmão de Flávio, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) acompanhou Jair Bolsonaro em viagem aos Estados Unidos. Ele esteve ao lado do pai enquanto o militar conversava com o presidente Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca.

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