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Bolsonaro diz que tem “sentimento” que Eduardo terá aprovação do Senado para ser embaixador

Bolsonaro anunciou que indicaria Eduardo (E) para a embaixada em Washington em julho. (Foto: Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro disse que o seu “sentimento” é que o filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, terá a indicação para a embaixada nos Estados Unidos aprovada pelo Senado. A autorização do governo americano para que o parlamentar assuma o posto foi dada na última quinta-feira (08).

“Eu não sei, o Congresso decide. O meu sentimento é que passa”, respondeu Bolsonaro, ao chegar no Palácio da Alvorada, após participar da Marcha para Jesus, evento evangélico. Na volta, o presidente passou pela Catedral de Brasília.

Ao ser questionado se vai se empenhar pessoalmente, ligando para os senadores, para interceder pela aprovação da indicação do filho, Bolsonaro respondeu que mantém bom relacionamento com os parlamentares. “Não digo que conheço todos, dois terços [do Senado] foi renovado agora, mas metade dos senadores eu conheço, tenho um vínculo de amizade e consideração”, disse.

Antes de a indicação ser votada no plenário, Eduardo terá de passar por uma sabatina na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Indagado como deverá ser essa fase do processo, o presidente respondeu apenas que “tem por parte de alguns a questão técnica, por parte de outros a questão política.”

Bolsonaro voltou a dizer que, caso Eduardo seja rejeitado pelo Senado, poderá indicar o filho para o posto de ministro de Relações Exteriores, no lugar do chanceler Ernesto Araújo. Segundo ele, a hipótese não é uma brincadeira. “Primeiro que eu não falo de brincadeira. Você sabe que eu posso nomeá-lo como nosso ministro das Relações Exteriores, mas não pretendo fazer isso daí”, disse.

Cidadania

O partido Cidadania (antigo PPS), pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que barre a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro, à embaixada do Brasil nos Estados Unidos. O partido afirma que o ato seria “flagrante nepotismo”, já que o parlamentar não seria “qualificado” ao cargo. O relator da ação é o ministro Ricardo Lewandowski.

A legenda afirma que há ‘patente inexperiência e ausência de qualificação profissional para a assunção do cargo em questão’. “Antes do desafio de assumir a embaixada do Brasil, os anteriores ocupantes do cargo exerciam funções relacionadas à diplomacia há anos”.

“Feita a análise do caso em sua especificidade, vem à tona a única e real motivação que levaria a autoridade coatora a indicar o Sr. Eduardo Nantes Bolsonaro para função de tamanha importância e complexidade: a relação de consanguinidade”, diz a legenda.

Segundo a legenda, “sob o pretexto de dar filé mignon ao filho, o Excelentíssimo Senhor Presidente da República confunde a res publica com a res privata, ignorando que o poder emana do povo e que a ele deve servir”. “Trata-se de retrocesso civilizatório e institucional para o país, que retorna a práticas antigas e arduamente combatidas durante anos”, diz.

Segundo o Cidadania, “a provável conduta se reveste de simbolismo, constituindo exemplo negativo à todas as esferas da administração pública por parte do mais alto cargo do executivo nacional”.

“Com a iminente indicação do filho, o presidente Jair Bolsonaro alastra a ideia aos 26 Estados da Federação e aos 5570 municípios que faz parte do jogo político a distribuição de cargos aos familiares, como se o Estado fosse um negócio familiar”, afirma.

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