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Bolsonaro criticou a limitação no encaminhamento de mensagens pelo WhatsApp, considerando a medida uma forma de censurá-lo

"Quer você queira ou não, a minha caneta Bic aqui decide o futuro da sua vida", disse Bolsonaro aos internautas. (Foto: Reprodução/NBR)

O presidente da República, Jair Bolsonaro, criticou a limitação no encaminhamento de mensagens imposta pelo aplicativo WhatsApp, considerando a medida, em vigor desde janeiro, uma forma de censurá-lo.

Nas eleições do ano passado, bolsonaristas tiveram como uma das principais estratégias de campanha a atuação por meio de redes sociais e do aplicativo de mensagens. Em janeiro deste ano, o WhatsApp anunciou a limitação do número de destinatários para encaminhar mensagens, permitindo apenas cinco por vez.

“Uma maneira de me cercear foi diminuir o alcance do WhatsApp”, disse Bolsonaro em uma live nas redes sociais. “Há censura em cima disso. Temos que lutar contra isso”, afirmou o presidente, que também reclamou da diminuição do seu alcance no Facebook.

Bolsonaro entrou nesse assunto ao dizer, sem mencionar o nome do partido, que o PT quis censurar a mídia e que ele jamais faria isso. O presidente disse que trabalha pela liberdade de imprensa, apesar de afirmar que raramente lê os jornais porque, caso contrário, começa “envenenado” o seu dia.

Bolsonaro fez a live ao lado do apóstolo Valdemiro Santiago, fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, e do deputado federal Missionário José Olimpio (DEM-SP), ligado à mesma igreja.

O presidente tem nos evangélicos uma de suas principais bases de apoio. Desde quarta-feira (10), esteve em três diferentes eventos com membros de igrejas e com a frente parlamentar evangélica e declarou que pretende indicar um ministro “terrivelmente evangélico” para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Ao longo da live, Bolsonaro disse que, independentemente do que faça, será alvo de críticas, mas ponderou que “muitas vezes a crítica nos reorienta”. Bolsonaro declarou querer deixar o Brasil melhor para todo mundo e que pressionará a sua assessoria para encaminhar logo ao Congresso um projeto de lei que estabeleça o voto impresso. Também afirmou não ter projeto de poder.

“Eu não tenho um projeto de poder como a gente sabe que o outro partido lá atrás tinha. E o poder é baseado em mentira e assalto ao bem público”, afirmou. Bolsonaro disse saber que há pessoas mais preparadas, mas que é ele quem está na posição de decidir o futuro dos brasileiros.

“Sei que tem muita gente mais competente do que eu, mais preparada que eu, sei disso. Mas daqueles 13 candidatos [na última eleição presidencial], você tinha que escolher alguém”, afirmou. “Quer você queira ou não, a minha caneta Bic aqui decide o futuro da sua vida”, disse aos internautas.

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