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Bolsonaro elogia empresários e promete que o governo não vai atrapalhar

Segundo Bolsonaro, as agências são um "poder paralelo" que travam as ações dos ministérios. (Foto: Alan Santos/PR)

Ao receber uma homenagem na Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) na segunda-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro elogiou os empresários, chamando-os de “heróis”, e prometeu não “atrapalhá-los”.

“Dentro do trabalho que queremos fazer, em primeiro lugar, é não atrapalhá-los. Já estaria de bom tamanho, do ponto de vista burocrático, que os senhores têm que enfrentar no seu dia a dia”, declarou o chefe do Executivo na cerimônia na qual recebeu a Medalha do Mérito Industrial do Estado do Rio de Janeiro.

“O que eu tenho a oferecer aos senhores: o patriotismo, a humildade, eu tenho coragem de enfrentar o corporativismo das empresas. É uma vontade enorme de colocar o Brasil no lugar onde ele merece – e grande parte desse sonho passa pelos senhores, empreendedores. Tenho dito: os senhores são verdadeiros heróis, perto daqueles que têm que enfrentar autoridades municipais, estaduais e do Executivo federal”, prosseguiu Bolsonaro.

O presidente também afirmou que “quanto menos a gente tributa, mesmo sabendo da dificuldade do mercado, quanto menos a gente interfere, maior o desenvolvimento”.

No discurso, ao se dirigir ao presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, Bolsonaro defendeu ainda a aprovação da reforma da Previdência. “Agora, o problema que nós temos lá, prezado presidente, às vezes é dinheiro. Não podemos desenvolver muita coisa por falta de recurso, por isso precisamos da reforma da Previdência. Ela é salgada para alguns, mas estamos combatendo privilégios. Não dá para continuar mais o Brasil com essa tremenda carga nas suas costas. Se não fizermos isso, em 2023, 24, vai faltar recursos para pagar quem está na ativa.”

Laranjal

No evento na Firjan, Bolsonaro ironizou as acusações sobre o uso de candidatas laranjas pelo seu partido, o PSL, nas eleições de 2018. Ele disse que “até gostaria” de ser dono de um laranjal, já que laranja é um produto rentável.

“No Rio de Janeiro, as três candidatas laranjas receberam, cada uma, R$ 1,8 mil para pagar o contador e não colocaram na prestação de contas. Aí eu sou dono do laranjal no Rio de Janeiro. Até gostaria que fosse, a laranja é um produto rendoso”, afirmou o presidente.

Revelado pelo jornal Folha de S.Paulo, o esquema de candidaturas laranjas do PSL é alvo de investigações do Ministério Público e da Polícia Federal em Minas Gerais e em Pernambuco e envolve um dos ministros de Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio (Turismo). O caso também ajudou a precipitar a primeira demissão no alto escalão do governo, a de Gustavo Bebianno, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

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