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Bolsonaro está sem febre e recebe tratamento de prevenção à trombose

Conclusão é de que não é o candidato do PSL que fala na gravação viral que foi divulgada na última semana. (Foto: Reprodução/Twitter)

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, está sem febre ou sinais de infecção e seu estado de saúde é estável, de acordo com boletim médico divulgado na manhã deste sábado (15).

Ele permanece internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e, após 60 horas da última cirurgia, feita para a correção de aderência que estava obstruindo o intestino delgado, o candidato evolui sem dor e recebe tratamento para prevenção de trombose venosa. Sessões de fisioterapia, incluindo exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular, serão mantidas, segundo a equipe médica.

Bolsonaro está internado após ter sido atingido por uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Na manhã de sexta-feira (14), ele postou nas redes sociais sobre o potencial da Região Nordeste. Na noite de quinta-feira (13), o presidenciável agradeceu aos “que se preocuparam e fizeram suas orações. Tudo correu bem, graças a Deus e aos que estão cuidando de minha saúde e recuperação, faxineiros, enfermeiros, psicólogo, fisioterapeuta e médicos. Seguimos firmes!”.

Também disse que sua equipe de campanha está unida. “Muita coisa vem sendo falada na tentativa de nos dividir e, consequentemente, nos enfraquecer. Não caiam nessa! Desde o início sabíamos que a caminhada não seria fácil, por isso formamos um time sólido e preparado para a missão de mudar o Brasil! Não há divisão!”, afirmou nas redes sociais.

Investigações

A PF (Polícia Federal) tem se preocupado com uma espécie de apuração coletiva informal, realizada na internet por apoiadores de Bolsonaro para apontar envolvidos no atentado a faca sofrido pelo deputado.

A “caçada virtual” levou pessoas apontadas erroneamente como “suspeitas” a denunciarem o caso às autoridades. Essa movimentação em busca de culpados causou apreensão também entre integrantes da campanha, que vieram a público pedir cautela. O objetivo é evitar que pessoas sem vínculo com o atentado, entre eles um segurança do candidato, virassem alvo de agressões.

Entre os perfis apontados como suspeitos de participação do atentado pelos “investigadores virtuais” pelo menos duas mulheres com nome de Aryane Campos, ambas de Juiz de Fora, foram ameaçadas pela internet de morte e tiveram de comparecer à delegacia. Uma foi a pesquisadora em genética e doutora em Ciências Biológicas Aryane Campos Reis, da Universidade Federal de Juiz de Fora.

A outra é a estudante Aryane Campos, de 18 anos, que contou à reportagem que estava em casa com a mãe quando Bolsonaro foi atacado. A reportagem identificou outros seis nomes com perfis divulgados em redes sociais, vinculados erroneamente ao atentado. O pizzaiolo Hugo Ricardo Bernardo, de 27 anos, chegou a brigar com militantes no PSL na passeata e foi hospitalizado. Detido e depois liberado, ele disse desconhecer o servente de pedreiro Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, preso em flagrante pelo ataque a Bolsonaro.

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