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Bolsonaro foi a uma agência bancária e na volta encontrou um protesto na porta de seu condomínio no Rio de Janeiro

Servidores reclamaram da proposta da mudança de estatal para São Paulo. (Foto: Reprodução)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), deixou na tarde dessa sexta-feira a sua casa em um condomínio na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, para visitar uma agência do Banco do Brasil na região. Ele saiu em uma comitiva de carros, mas sem os tradicionais batedores ou veículos com a identificação da PF (Polícia Federal).

Na volta, o comboio teve que passar pelo primeiro protesto na porta de seu condomínio desde que transformou o local em seu “QG” de campanha e agora do governo de transição. Explicação: funcionários de um órgão ligado ao Ministério da Saúde protestavam contra a proposta da mudança da sede da capital fluminense para São Paulo.

Cerca de 30 funcionários terceirizados do Cenadi (Centro Nacional de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos), que funciona desde 1996 em Triagem, também na Zona Norte do Rio de Janeiro e recebe, armazena e distribui vacinas, estenderam faixas de protesto contra a possível mudança da sede.

De acordo com os manifestantes, com a mudança cerca de 200 empregos estão ameaçados, entre funcionários que manipulam as vacinas, faxineiros, seguranças e limpeza. Um dos líderes do movimento, o ex-servidor Dilson Oliveira, 43 anos, esclareceu que o protesto não é contra a figura de Bolsonaro especificamente, mas uma tentativa de chamar atenção do presidente eleito para a questão.

O grupo deixou um manifesto na portaria e tentou explicar aos seguranças do condomínio que não eram oposição: “Não tem nada a ver com protesto. Não estamos aqui pedindo a liberação do Lula nem nada. É só para ele ficar sabendo da nossa situação”, disse Oliveira aos seguranças do local. O grupo não foi recebido pelo capitão da reserva ou qualquer emissário.

Ministério do Trabalho

Na quinta-feira, servidores do Ministério do Trabalho deram um abraço simbólico ao redor do edifício-sede da pasta em Brasília. Foi uma reação coletiva ao anúncio de Jair Bolsonaro de que vai extinguir a pasta e desmembrá-la em pelo menos três áreas – Educação, Economia e uma terceira a ser definida.

O setor de Recursos Humanos do Ministério do Trabalho informou que cerca de 600 funcionários participaram do abraço coletivo no esforço de mostrar para a sociedade a relevância da pasta. A manifestação durou pouco mais de meia hora, mas houve tempo o suficiente para ocupar algumas pistas do Eixo Monumental, via localizada na área central de Brasília, e provocar lentidão no trânsito. Em seguida, as pistas foram liberadas.

O auditor fiscal do trabalho Antônio Alves Mendonça Júnior, funcionário do Ministério do Trabalho, ressaltou que a pasta tem funções específicas e que extingui-la pode levar a um desequilíbrio nas atividades desempenhadas hoje: “O ministério é a casa da fiscalização do trabalho, instrumento pelo qual se combate o trabalho infantil e se garante a saúde e a segurança do trabalhador. O órgão é essencial para equilibrar essa balança, que é desequilibrada por natureza. O Ministério do Trabalho é fundamental para garantir os direitos dos trabalhadores”.

A servidora Maria Aparecida Fernandes Araújo também fez questão de participar do ato. “O Ministério não tem que ser extinto, mas, sim, crescer com o país”, disse a funcionária pública, que há 24 anos está no Ministério do Trabalho. No ministério há 40 anos, a servidora Maria das Graças de Sousa disse que testemunhou “o desenvolvimento econômico e social do País”.

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