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Bolsonaro muda o tom e diz que Congresso dará palavra final na nova Previdência

Bolsonaro durante apresentação de campanha pela reforma. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro mudou o tom e incluiu os parlamentares no “time” que está empenhado em aprovar a reforma da Previdência no Congresso. Ao lançar a campanha de comunicação da proposta, Bolsonaro também fez um aceno à imprensa, ponderando que já cometeu “algumas caneladas” contra os meios de comunicação, mas que a mídia é “importante para que a chama da democracia não se apague”.

“Precisamos salvar as próximas gerações do nosso Brasil. Não pode um País tão maravilhoso como esse patinar na economia. O time que formamos, junto com parlamentares, tem essa preocupação com o futuro do Brasil”, discursou.

Mais cedo, durante viagem ao Rio de Janeiro, Bolsonaro disse que se a Câmara e o Senado possuem uma proposta melhor da Previdência, deveriam colocar em votação. Agora, no entanto, disse que espera que a matéria sugerida pelo governo passe pelas duas Casas com o menor número de emendas possível. Ele manteve o discurso de que valoriza o Parlamento, que “vai dar a palavra final na Nova Previdência”.

Após colocar, pela manhã, a “classe política” como o grande problema do Brasil, o presidente disse nesta tarde que o governo pretende buscar a melhora de possíveis equívocos no texto junto aos parlamentares.

Articulação

Em certo momento, Bolsonaro se dirigiu diretamente aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para fazer um agradecimento e destacar que os dois foram unânimes sobre a necessidade da proposta. Afirmou, ainda, que até mesmo governos de oposição estaduais dizem reservadamente que precisam da reforma da Previdência.

“Durante a campanha, todos nós sabíamos que mergulharíamos numa crise bastante séria, que é econômica, ética e moral. Mas essa questão econômica é essencial para todos aqui no Brasil. Nas minhas viagens pelo mundo afora tem uma coisa só que a gente ouve: ‘se aprovarmos reforma da Previdência, o Brasil sairá dessa estagnação’. Isso passa por todos vocês, parlamentares, nesse momento. Todos, sem exceção”, declarou.

Bolsonaro também aproveitou o discurso para elogiar o ministro da Economia, Paulo Guedes, a quem chamou de “o pai da criança”. “O Paulo Guedes, estando à frente dessa equipe, tem dado o Norte para conseguirmos essa vitória”, disse o presidente ao falar sobre eventual aprovação do texto no Parlamento.

Campanha publicitária

O governo adotará o slogan “Nova Previdência. Pode perguntar” e as peças apresentarão pessoas comuns com dúvidas sobre a proposta que está em tramitação no Congresso. O objetivo da equipe de comunicação do governo é aproximar o tema da população e tirar dúvidas “com objetividade e transparência”. A campanha foi produzida pela agência Artplan. O governo destinou orçamento de R$ 37 milhões para a produção das peças e sua veiculação em jornais, rádio, televisão e mídias digitais.

Em nota, a Secretaria de Comunicação da Presidência disse ainda que a ideia é “conscientizar para a necessidade da revisão do sistema de aposentadorias do País, trazendo os cidadãos para o centro do processo”. Ao fim das respostas aos questionamentos de cidadãos comuns, aparecerá a mensagem “essa é a verdade”. Os comerciais serão encerrados com as frases “nova Previdência. É para todos. É melhor para o Brasil”.

A campanha, que teve a veiculação iniciada nesta segunda-feira, deve durar até meados de julho de 2019. A veiculação ocorrerá nos meios de TV, Rádio, Mídia Exterior, em terminais aeroportuários, metroviários e rodoviários, painéis em comunidades urbanas, Revistas do Segmento Gestão Pública e Internet (redes sociais e de vídeos, buscadores, distribuidores de conteúdos e de streaming de áudio). No meio digital, será feito um estudo de segmentação para tratar os conteúdos de forma mais densa para os públicos de interesse.