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Bolsonaro nega ter sancionado projeto que anistia multa a partidos políticos

"Fui em um quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas", disse Bolsonaro quando era deputado. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro negou neste sábado (18) que tenha sancionado projeto que anistia partidos por infrações eleitorais. Bolsonaro voltou a criticar a imprensa , dizendo que os veículos mentem. “As imprensas estão dizendo que eu sancionei uma lei para anistiar multas de R$ 60 milhões mais ou menos de partidos políticos. É mentira, eu vetei. Estão dizendo que eu sancionei. É o tempo todo assim, é só mentira. Grande parte da mídia só vive disso”, disse Bolsonaro.

Apesar das declarações, Bolsonaro sancionou na sexta-feira (17) um projeto que isenta as siglas por descumprimento de pontos da legislação eleitoral. O texto retira, por exemplo, a punição prevista para o partido que não aplicar 5% dos recursos para promover a participação das mulheres na política. Bolsonaro vetou apenas um artigo, que anistiava as cobranças que tenham sido determinadas por doações ou contribuições eleitorais realizadas por servidores públicos que exerçam função ou cargo de livre nomeação, desde que eles sejam filiados a partidos.

O projeto estabelece que diretórios municipais de partidos que não tenham movimentado recursos ou arrecadado dinheiro não precisam prestar contas à Justiça Eleitoral. E isenta siglas que foram consideradas inativas por esse motivo de pagarem uma taxa para Receita Federal reativar seu CNPJ. A estimativa do impacto dessa medida varia entre R$ 20 milhões e R$ 70 milhões.

Antes de reclamar, o presidente se dirigiu a jornalistas que estavam na porta do Alvorada, local em que recebeu alunos de uma escola: “Não vão botar uma linha do que vou falar aqui, não vão botar nada. Sei que vocês são funcionários, não têm poder junto aos editores. Grande parte da mídia só vive disso. Só desinformando, deturpando, mostrando o contrário do que acontece”, declarou.

Estudantes

Bolsonaro chamou neste sábado as manifestações contra o contingenciamento na educação que ocorreram na semana passada de “movimento do pessoalzinho aí que eu cortei verba”. O presidente foi à portaria do Palácio da Alvorada de sandália, short amarelo e a camisa do segundo uniforme da Seleção Brasileira para cumprimentar 36 estudantes de uma escola privada de São Paulo que, de longe, gritavam “oh, Bolsonaro, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver”.

Ao cumprimentar os estudantes, perguntou espontaneamente a eles sobre as manifestações. “E este movimento do pessoalzinho aí que eu cortei verba, o que vocês acharam?”, indagou Bolsonaro. “Um lixo. A gente é estudante de verdade. A gente estuda”, respondeu um dos alunos do Colégio Bandeirantes, que, segundo dados coletados pelo Datafolha em 2017, tem mensalidade de mais de R$ 3 mil. “Contingenciamento”, disse um outro aluno, após Bolsonaro falar em corte.

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