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Bolsonaro participou de um reencontro com militares com quem se formou no Exército

Presidente é da turma de 1977 da Aman, em Resende (RJ). (Foto: Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu, nesse sábado, com ex-colegas de turma da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), onde se formou em 1977. A sede da escola de ensino superior fica localizada na cidade de Resende, no Estado do Rio de Janeiro.

Esse reencontro ocorreu durante um almoço no Clube do Exército, em Brasília. A agenda foi descrita pela equipe do presidente da República como “um compromisso privado”, sem a participação do vice-presidente, o general da reserva Hamilton Mourão, que não integrou o mesmo grupo de egressos da Academia (ele se formou dois anos antes).

Na véspera, Bolsonaro havia comparecido ao clube para participar de cerimônia de troca no comando do Exército, com a posse do general Edson Leal Pujol, também integrante da turma de 1977 da Aman. O grupo mais próximo a Bolsonaro o apoiou informalmente durante a campanha eleitoral.

Mais cedo, o presidente voltou a utilizar as redes sociais, dessa vez para comentar os ataques que levaram o Ceará a registrar o 11º dia de uma onda de violência instaurada por integrantes de facções criminosas. Ele defendeu um projeto que tramita no Senado para tipificar como terrorismo atos de depredação de bens públicos e privados, a exemplo da torre de transmissão de energia elétrica que amanheceu destruída neste sábado em Fortaleza.

Aman

Ao menos sete integrantes da alta cúpula do governo de Jair Bolsonaro compartilham o mesmo ponto de partida em suas carreiras, com identidades forjadas na juventude em suas respectivas classes na Academia Militar das Agulhas Negras.

O presidente, seu vice e cinco ministros iniciaram suas trajetórias na academia, a única escola de formação de oficiais combatentes de carreira do Exército Brasileiro. A Aman desfruta de prestígio e admiração entre os militares, mas é pouco conhecida pela população em geral, e adquire peso ímpar na próxima gestão – Bolsonaro é o primeiro ex-cadete a chegas à Presidência da República.

Os outros ministros do Exército no governo também passaram pela escola. São eles o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, da Secretaria de Governo (da turma de 1974), o capitão Tarcísio Gomes de Freitas, da pasta de Infraestrutura (1996), e o capitão Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União (também 1996).

O gabinete de Bolsonaro tem um total de sete representantes das Forças Armadas, praticamente um terço de seus 22 ministérios. O almirante de esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior (Minas e Energia) é da Marinha e o astronauta Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), da Aeronáutica.

O programa de graduação em Ciência Militares na Aman tem equivalência reconhecida a um curso de graduação universitário pelo Ministério da Educação. A rotina e o currículo, entretanto, diferem largamente de um bacharelado civil, com regime de internato, matérias e treinamentos militares e tendo o respeito à disciplina e à hierarquia como pilares fundamentais.

O campus da Aman tem 67 quilômetros quadrados – uma pequena cidade dentro de outra, Resende, que tem 127 mil habitantes e fica às margens da rodovia Presidente Dutra, três horas ao sul do Rio. O maciço de Itatiaia e o imponente Pico das Agulhas Negras – o mais alto do Rio e quinto ponto mais alto do Brasil – inspiraram o nome da academia, que em 2019 completará 75 anos na localização atual.

Cerca de 12 mil pessoas circulam diariamente pelo campus, que inclui uma vila militar com mais de 500 casas, alojamentos para 1,8 mil cadetes, hospital, estação de tratamento de esgoto, igrejas, capelas e áreas extensas para treinamento esportivo e militar – incluindo um complexo de tiro com linhas de alvos de até 300 metros, permitindo o treinamento de atiradores de elite.

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