Sábado, 14 de Dezembro de 2019

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Brasil Bolsonaro recebeu o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no Palácio do Planalto

Putin e Bolsonaro durante encontro em Brasília. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro recebeu, na tarde desta quinta-feira (14), o líder russo Vladimir Putin, no Palácio do Planalto. O encontro bilateral ocorreu após a realização da 11ª Reunião de Cúpula do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Mais cedo, os chefes de Estado dos cinco países anunciaram acordos para fortalecer o bloco e emitiram uma declaração conjunta.

O presidente da Rússia chegou ao Palácio do Planalto pela entrada leste por volta das 16h45. O encontro com Bolsonaro, fechado à imprensa, durou cerca de 50 minutos, e Putin deixou o prédio às 16h35, acenando a jornalistas brasileiros que o aguardavam na saída. De longe, falando em português, o presidente russo disse “muito obrigado” antes de entrar de volta na limusine.

Pouco antes das 18h, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, chegou ao Palácio do Planalto para se reunir com Jair Bolsonaro. O encontro durou cerca de 20 minutos. “Estamos prontos para conversar e colaborar”, disse Bolsonaro ao presidente sul-africano, segundo publicação na perfil oficial do Palácio do Planalto no Twitter.

Na quarta (13), Bolsonaro também manteve encontros bilaterais com o presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Cúpula do Brics

Presidida pelo Brasil, a reunião do Brics teve como lema Crescimento Econômico para um Futuro Inovador. Os temas prioritários da cúpula estão relacionados à ciência, tecnologia e inovação, economia digital, saúde e combate à corrupção e ao terrorismo.

Esta é a segunda vez que Brasília sedia a conferência – a primeira foi em 2010. Em 2014, o encontro de cúpula foi em Fortaleza. Em 2020, a Rússia assumirá a presidência rotativa do Brics.

“Foi um sucesso. O interesse de investidores no nosso país é enorme. O mundo já sabe que temos um novo Brasil. Mais seguro, próspero e confiante”, afirmou o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em uma postagem no Twitter com fotos da tarde de reuniões.

Mais pragmático

Brasília parou nos últimos dias para receber a 11ª Cúpula dos Brics. O evento, que desde 2014 não acontecia no Brasil, trouxe para o Distrito Federal os chefes de estado da Rússia, Índia, China e África do Sul e também um Jair Bolsonaro mais pragmático. O presidente brasileiro mostrou-se contido no trato com as potências emergentes, deixando de lado as divergências ideológicas para focar nos acordos comerciais – estratégia que foi bem avaliada pelos analistas ouvidos pelo Congresso em Foco e pode render frutos positivos para a economia e a política externa brasileira.

Professor de relações internacionais da Universidade de Brasília, Juliano Cortinhas admite que a expectativa era grande para a 11ª Cúpula dos Brics. Afinal, o governo Bolsonaro adota um posicionamento ideológico distinto do dos demais integrantes do Brics. Ao contrário da China e da Rússia, por exemplo, busca alinhamento com os Estados Unidos, reconhece o presidente autointitulado da Venezuela, Juan Guaidó, e também a presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez. “O Brasil fez uma guinada ideológica à direita e se afastou dos principais países dos Brics. Os próprios ministros do governo Bolsonaro já criticaram a China por conta do alinhamento com os Estados Unidos, o que dificultou o diálogo com os Brics”, explicou.

No discurso de encerramento dos Brics, Bolsonaro deixou clara essa mudança de discurso, apesar de destacar a soberania brasileira. “A política externa do meu governo tem os olhos próximos do mundo. Mas, em primeiro lugar, do Brasil, para estar em sintonia com as necessidades de nossa sociedade. Reconhecemos como parte de suas obrigações ajudar a ampliar o bem-estar de nossos cidadãos”, disse Bolsonaro, garantindo também que “não entra em guerra comercial”.

O presidente brasileiro, que tem a missão de indicar o próximo presidente do Banco dos Brics no próximo ano, ainda se comprometeu a contribuir com o crescimento do banco criado em 2014 para financiar o crescimento das potências emergentes.

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