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Bolsonaro se diz contra posições mais radicais em manifestações que o apoiam

"Eu sonho com um presídio agrícola", disse Bolsonaro. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar, em café da manhã com jornalistas nesta quinta-feira (23), que não participará das manifestações a favor do seu mandato convocadas para este domingo (26). O presidente condenou posicionamentos mais radicais.

“Quem defende o fechamento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional está na manifestação errada”, disse ele. Bolsonaro falou ainda que “essa pauta está mais para Maduro”, em uma referência ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Na segunda-feira (20), o chefe do Executivo federal declarou que não há uma crise institucional no País. Ele disse estar aberto ao diálogo com os parlamentares e passou recados aos líderes do Centrão. “Não há briga entre os Poderes. O que existe é fofoca”, afirmou o presidente.

Empresários

O movimento de empresários Brasil 200, que reúne nomes como Flávio Rocha (Riachuelo) e João Appolinário (Polishop), mudou de posição e, agora, vai apoiar as manifestações deste domingo a favor do governo de Jair Bolsonaro.

“As pautas mudaram. As manifestações serão em defesa da reforma da Previdência, da MP 870, que é a reforma administrativa, e do pacote anticrime do ministro Sérgio Moro. Nós também defendemos isso e, por isso, decidimos ir para as ruas”, disse Gabriel Kanner, presidente do Brasil 200.

Kanner afirmou que o grupo decidiu não apoiar as manifestações no início porque organizadores dos atos estavam compartilhando hashtags sobre invadir o Congresso e fechar o STF (Supremo Tribunal Federal). “Refutamos essas pautas. Nunca podemos atacar as instituições.”

O presidente do movimento viajou a Brasília na quarta-feira (22) e disse que conversou com parlamentares sobre as bandeiras que serão defendidas no domingo. “Ficou muito claro que o principal pedido será a reforma da Previdência, que sem ela o País não anda”, declarou.

Em reunião ministerial realizada na terça-feira (21), Bolsonaro pediu aos integrantes da sua equipe que não compareçam às manifestações em apoio ao governo federal.

Os atos começaram a ser organizados nas redes sociais em apoio ao presidente na semana passada, após a série de protestos contra o bloqueio de recursos na educação pelo governo federal, e têm como alvos os partidos do Centrão e o Supremo Tribunal Federal.

As manifestações foram endossadas por alguns parlamentares do PSL, partido de Bolsonaro, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), e rejeitadas por outros, como o deputado federal Luciano Bivar (PE), presidente nacional da sigla, e a deputada estadual Janaína Paschoal (SP).

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