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Bolsonaro se diz empenhado em votar a reforma da Previdência e ameniza a fala do seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre dar “uma prensa” no Congresso

Bolsonaro falou com jornalistas após reunião com o Comando da Aeronáutica. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que “está empenhado” nas negociações para a aprovação da reforma da Previdência e fez questão de tentar desfazer o mal-estar criado pela afirmação do seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que disse que precisava dar “uma prensa” no Congresso para aprovar a Previdência.

De acordo com ele, foram agendadas para esta quarta e quinta-feira, 7 e 8, reuniões com integrantes do Congresso, para verificar se podem ser apressadas questões relativas a este tema, inclusive por meio de lei ordinária ou complementar. Bolsonaro não revelou com quem serão as reuniões.

Sobre a fala de Guedes, o presidente eleito tentou amenizar, lembrando os parlamentares são independentes e não são movidos a pressão. “A palavra não é prensa. É convencimento”, disse.  “Ninguém vai pressionar parlamentar. Nós vamos é tentar convencê-los”, avisou.

Ao explicar a afirmação de Paulo Guedes, Bolsonaro tentou justificar: “Não tem prensa. O que acontece com alguns do meu lado é que não têm a vivência política. Eu apesar de ter, levo, tantas vezes, cascudo de vocês. Imagina quem não tem essa experiência”.

Depois de dizer que reconhece que a sua participação nessas negociações é fundamental, Bolsonaro emendou: “Lógico que vou me empenhar e já estou me empenhando”. Ele salientou que também pretendia conversar sobre a tramitação deste tema no Congresso com o presidente Michel Temer, além de se reunir com alguns deputados, mas disse que eles pediram sigilo.

“Estarei com alguns parlamentares que estão participando desse trabalho e alguns deles me disseram que tem propostas via lei ordinária, lei complementar, que dá para um avanço. O que queremos é votar alguma coisa quanto antes”, declarou Bolsonaro, acrescentando que semana que vem, deve voltar a Brasília, para prosseguir nas negociações.

Para Bolsonaro, não é problema se desgastar para brigar pela reforma da Previdência, agora. “Obviamente é um desgaste votar reforma da previdência. Mas eu não vou me furtar desse compromisso. Eu vim candidato e sabia que teremos muitos problemas pela frente”, declarou ele. E brincou: “Não é só felicidade e lua-de-mel. O casamento começou muito antes da data marcada, que é primeiro de janeiro.” Na opinião do presidente eleito, se conseguirem aprovar algo agora, não será vitória dele, Bolsonaro, “seria vitória do Brasil”. Segundo ele, “só podemos avançar na área econômica se fizermos essa reforma da Previdência”. Perguntado sobre a questão da reforma dos militares, ele lembrou que esta e outras carreiras têm suas especificidades.

Independência do Banco Central

Ao ser questionado se irá tentar votar projeto de independência do Banco Central ainda este ano, o presidente eleito disse que não estudou isso ainda. “Está com Paulo Guedes”, avisou ele. “Eu coloquei na mesa os problemas que vejo no Brasil na área econômica. Ele (Guedes) falou que tem como resolver e passa pela independência do BC. O que a gente quer, obviamente, é inflação baixa, juros baixos, dólar compatível, que se comece a pagar dívida interna ou pelo menos que ela não cresça. Querermos diminuir a carga tributária também e ele disse que é possível, desde que certas medidas sejam tomadas”, afirmou.

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