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Bolsonaro se manifesta: “Se errei sobre ex-assessor, arco com a minha responsabilidade”

O ex-assessor parlamentar e policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz em foto ao lado de Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Instragram)

“Se eu errei, eu arco com a minha responsabilidade perante o Fisco. Sem problema nenhum”, afirmou Jair Bolsonaro (PSL) neste sábado (8) sobre os R$ 24 mil pagos pelo ex-assessor Fabrício José de Queiroz à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

O presidente eleito disse que o valor era devolução de parte de uma dívida pessoal de Queiroz – o valor total, diz Bolsonaro, seria de R$ 40 mil – e que o amigo e ex-assessor parlamentar de seu filho Flávio Bolsonaro fez o depósito na conta de Michelle.

Ao participar de evento da Marinha, no Centro do Rio, neste sábado, Bolsonaro foi questionado pela imprensa por não ter declarado os valores em seu Imposto de Renda. O presidente eleito disse que os empréstimos foram se “avolumando” ao longo dos anos.

Pelas regras da Receita, quem toma empréstimos ou empresta dinheiro acima de R$ 5.000, envolvendo pessoa física ou banco, precisa fazer declaração no Imposto de Renda. Segundo Bolsonaro, os pagamentos foram feitos por meio de dez cheques de R$ 4 mil. No entanto, reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” relata que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou a compensação de um cheque de R$ 24 mil para Michelle.

Bolsonaro reiterou que o depósito foi feito na conta de Michelle porque ele tem dificuldade de ir ao banco devido à “falta de tempo”. Ele também afirmou que lamenta o constrangimento pelo qual a futura primeira-dama está passando, com seu nome envolvido nos questionamentos. “Deixei para a minha esposa. Lamento o constrangimento que ela está passando. Mas ninguém recebe ou dá dinheiro sujo com cheque nominal, meu Deus do céu. Isso é uma coisa normal, natural, isso não existe”, disse.

Sobre os empréstimos feitos a Queiroz por outros sete funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), o presidente eleito afirmou que isso é normal e atribuiu à solidariedade entre colegas.

Bolsonaro evitou defender de forma enfática o ex-assessor, de quem é amigo há mais de 30 anos. “Conheço o senhor Queiroz desde 1984. Depois nos reencontramos, eu como deputado federal e ele sargento da Polícia Militar. Somos paraquedistas. Continuou uma amizade. Em muitos momentos estivemos juntos em festas, eventos, até porque me interessava ter uma segurança policial ao meu lado. Com o tempo foi trabalhar com o meu filho”, disse, sobre o relacionamento com o policial militar.

O policial militar realizou 176 saques de dinheiro vivo em sua conta em 2016, uma média de um a cada dois dias. Os valores variam de R$ 100 a R$ 14 mil.

O Coaf apontou que Queiroz teve uma movimentação financeira atípica de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. O alerta do órgão não se deve apenas ao volume, mas também à forma com que os recursos transitam no sistema financeiro.

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