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Bombas da Segunda Guerra Mundial foram encontradas no aeroporto de Roma

Especialistas em bombas do Exército da Itália trabalharam na remoção dos artefatos. (Foto: Reprodução)

As autoridades italianas fecharam por algumas horas, na quinta-feira (7), o aeroporto Ciampino, em Roma, após três bombas da Segunda Guerra Mundial terem sido encontradas durante obras na área de estacionamento de aeronaves. Especialistas do Exército foram chamados para desativar as bombas, de fabricação alemã, que pesavam 150 quilos e continham cerca de 75 quilos de explosivos, afirmou o Ministério da Defesa da Itália. Cerca de 750 pessoas foram retiradas do aeroporto.

O aeroporto foi fechado durante cerca de três horas para permitir a retirada dos artefatos e reabriu por volta das 17h30min (horário local). Os voos programados, tanto de chegada como de partida, sofreram atrasos ou foram transferidos para o aeroporto de Fiumicino, o principal da capital italiana.

O aeroporto de Ciampino é o segundo em importância de Roma e nele operam principalmente companhias de baixo custo. Em 2018, ele teve quase 6 milhões de passageiros, frente aos 42 milhões que passaram pelo de Fiumicino, o maior da cidade e situado no litoral romano.

Ponte

Começou nesta sexta-feira (8) em Gênova, na Itália, uma complexa operação de demolição da ponte Morandi, que em agosto do ano passado desabou parcialmente, matando 43 pessoas. Um novo viaduto será construído no local para começar a operar no início de 2020.

Em uma área densamente habitada de Gênova, a ponte teve retirado um bloco de 36 metros de comprimento por 18 de largura e de mais de 800 toneladas. Desde que ocorreu a tragédia em 14 de agosto, já foram removidas cerca de 3 mil toneladas de material e destroços.

Dezenas de operários e especialistas, equipamentos pesados e um enorme guindaste participaram dos trabalhos nesta sexta. O início de seu desmantelamento é um momento simbólico e muito aguardado pelos genoveses. Pelo viaduto, passa a rodovia A10, que liga cidades no Norte da Itália ao Sul da França. “Este é um dia muito importante, representa o primeiro passo de um caminho que esperamos seja o mais curto possível”, anunciou o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte.

Obra-prima investigada

A ponte Morandi, batizada em homenagem ao arquiteto que a projetou na década de 1960, foi por muito tempo considerada uma obra-prima, embora tenha levantado críticas pelos problemas estruturais que apresentava. No dia do acidente, veículos e passageiros, incluindo vários turistas estrangeiros e quatro crianças, foram arrastados.

Após a tragédia, o governo italiano culpou imediatamente a concessionária Autostrade per l’Italia, a empresa responsável pela gestão e manutenção do viaduto. Dezenas de pessoas, entre elas vários diretores da Autostrade per l’Italia, são investigados pelo Ministério Público de Gênova, que tenta esclarecer as razões do acidente.