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Brasil volta a ter caso suspeito de peste bubônica

A peste afeta os roedores. É a mortalidade dos ratos que é o prenúncio da peste. (Foto: Pixabay)

No domingo (13), uma infecção pela bactéria Yersinia pestis foi confirmada em São Gonçalo (RJ). A bactéria causa a peste, doença que pode aparecer em duas formas: a bubônica ou a pneumônica. Entre 2010 e 2015, foram 3.248 casos reportados em todo o mundo — mas, no século 14, a peste chegou a matar 50 milhões de pessoas na Europa, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Hoje, a maior parte dos casos, segundo a OMS, está no Congo, Madagascar e Peru. No Brasil, o último caso foi registrado em 2005, no Ceará, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Entenda o que é a doença, como é transmitida, qual o tratamento e como se prevenir.

O que é a peste?

Existem duas variações da doença: a bubônica e a pneumônica. Todas são causadas pela mesma bactéria, a Yersinia pestis, que está presente em pequenos mamíferos, como o rato, e em suas pulgas.

Na forma bubônica, os linfonodos — pequenos conjuntos de células do sistema de defesa espalhados pelo corpo — ficam inflamados, formando o que se chama de “bubão pestoso”. Em fases avançadas da infecção, os linfonodos inflamados podem se transformar em feridas abertas, com pus.

“A peste afeta os roedores. É a mortalidade dos ratos que é o prenúncio da peste. A pulga não é um parasita habitual do ser humano, é acidental. A peste é sempre uma doença da baixíssima condição social. Para ter casos de peste, é preciso ter uma condição social muito baixa, uma pobreza extrema. É o que acontecia naqueles aglomerados na Idade Média. E tem que faltar água, não ter como lavar a mão”, diz Kléber Luz, infectologista da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Se não for tratada, a peste bubônica pode se agravar e se transformar em peste septicêmica. Nesse caso, a bactéria cai na corrente sanguínea e a infecção se espalha por todo o corpo.

A peste também pode aparecer nos pulmões — é a forma pneumônica da doença, a mais grave. Esse é o tipo que, se não for tratado, pode ser fatal entre 18 e 24 horas depois de aparecerem os primeiros sintomas, de acordo com a OMS.

Quais os sintomas?

Os primeiros sintomas da peste costumam aparecer entre um e sete dias após a infecção — é o chamado período de incubação. Os sinais podem ser a formação de bubões que podem soltar pus; febre alta; calafrios; dores na cabeça e no corpo; fraqueza; vômito e náusea; confusão mental; taquicardia (coração batendo rápido demais) e hipotensão (pressão arterial baixa); hemorragias. No caso da peste pneumônica, a pessoa pode cuspir sangue e sentir dor no tórax.

Como é transmitida?

A doença é passada de um animal para o outro por meio de pulgas infectadas. Normalmente atinge pequenos mamíferos, como ratos. Em humanos, a transmissão se dá de três formas: pela mordida de pulgas infectadas; por contato direto com materiais contaminados ou com fluidos corporais de alguém doente; pela inalação de gotículas respiratórias de pacientes contaminados com a peste pneumônica.

Quando a transmissão é feita pela pulga, normalmente a pessoa desenvolve a versão bubônica da doença. Já a transmissão entre humanos normalmente leva à forma pneumônica da infecção.

Qual o tratamento?

O tratamento é feito com antibióticos, de preferência nas primeiras 15 horas após o início dos sintomas, de acordo com o Ministério da Saúde.

Como prevenir?

É recomendado evitar contato com roedores, tomar cuidados com mordidas de pulgas e não manusear carcaças de animais, além de evitar contato com tecidos e fluidos corporais contaminados. Também é preciso instituir o controle das pulgas, que são as vetoras das bactérias, e investigar lugares com muitas mortes de pequenos animais.

 

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